A saga Gears of war - O melhor Shooter da minha vida. Parte 1/6
Ahh os shooters, o que falar deles? Aqueles jogos que a gente curte jogar quando estamos estressados e tudo que a gente quer é sair dando tiro nos outros. Tudo começou com Doom, lá em 1993, que embora não tenha sido o primeiro FPS (First Person Shooter) da história, foi o que revolucionou o gênero e possibilitou a criação de muitos outros que surgiram depois: Call of Duty, Battlefield, FarCry, Crysis, o aclamado Black, Halo e por aí vai. Mas tem um outro subgênero, chamado de TPS (Third Person Shooter), que é aquele shooter onde nós podemos ver o nosso personagem, e não somente a arma na mão como nos FPS, e é aí que entra Gears of war, que assim como Doom, ele não foi o primeiro TPS, mas foi o que popularizou o subgênero, e não apenas isso, mas ele também mostrou que um shooter pode não ser composto apenas por tiroteios frenéticos, mas também pode ter uma ótima narrativa com personagens marcantes, e é sobre este jogo maravilhoso que falaremos hoje, o Gears of war.
NOME: Gears of war
Desenvolvedora: Epic Games
Publicadora: Microsoft Game Studios (Hoje em dia é Xbox game Studios)
Criador: Cliff Blensizki
Plataformas: Xbox 360 e PC
Data de Lançamento: 07 de Novembro de 2006 (Xbox 360)/ 06 de Novembro de 2007 (PC)
O Jogo se passa no futuro, no qual o planeta Terra já não existe mais, e os humanos colonizaram um novo planeta, este que tem as mesmas condições de vida que a Terra e foi batizado com o nome de Sera. Este planeta tem 26 horas por dia. Os primeiros anos de vida em Sera não foram nada tranquilos, dezenas de guerras foram travadas, porque afinal, este é o estado de natureza do ser humano, guerrear por qualquer coisa, e no caso estavam guerreando por recursos naturais. Após muito explorar o planeta, o mesmo estava começando a ficar sem recursos, mas num belo dia, em uma escavação, foi descoberto uma substância poderosa chamada de Emulsão. A princípio, a emulsão parecia não ter utilidade alguma, mas depois foi descoberto que ela poderia ser utilizada como o petróleo da Terra através de um processo chamado LightMass (Uma espécie de fusão a frio que libera muita energia), que foi criada pela cientista Helen Cooper. Tal processo conseguiu transmutar a emulsão em uma fonte de energia barata e eficiente. Para um planeta que enfrentava sérias crises energéticas, o processo da emulsão foi a solução perfeita: Uma fonte de energia limpa, eficiente, barata e bastante abundante. Com isso, diversos países foram sendo criados, alguns mais ricos e outros mais carentes, e estes mais ricos foram os que conseguiam colher recompensas maiores e melhores pela emulsão, enquanto os países mais carentes foram perdendo seu lucro gradativamente. Com o tempo, toda a economia do planeta passou a girar em torno da emulsão, o que causou um enorme colapso no mercado financeiro mundial. Como os produtos da emulsão eram vendidos a preços baixíssimos isso acabou afetando negativamente o setor financeiro mundial. Poucos países tinham uma reserva em abundância dos recursos da emulsão, e estes eram conhecidos como os países ricos. Os países mais pobres entraram em guerra contra os mais ricos, com o objetivo de obter posse da emulsão, esta guerra ficou conhecida como a Guerra do Pêndulo (É de suma importância ter conhecimento disto, porque foi um dos eventos mais fundamentais e icônicos de toda a saga Gears of war), que durou nada mais e nada menos que 79 anos (Haja munição pra tanto conflito hein, puta merda).
Na guerra do pêndulo, haviam dois times principais: A COG (Coalition of Ordered Governments) e a UIR (Union of Independent Republics), em português são conhecidas como CGO (Coalisão dos governos ordenados) e URI (União das Repúblicas Independentes), sendo a CGO representando os países ricos em Emulsão, e a URI representando os mais pobres. No ápice da guerra, a URI criou uma poderosa arma que lhe entregaria a vitória, chamada de ``Hammer of Dawn´´, ou ``Martelo da Aurora´´. É um laser extremamente poderoso disparado por um satélite que orbita o planeta. Porém, a COG roubou os códigos da arma em uma missão e ela foi aperfeiçoada pelo cientista Adam Fênix. Esta arma garantiu a vitória da COG na guerra, e eles permaneceram com a posse da Emulsão e do Martelo da Aurora. Após o fim da guerra, aos poucos a humanidade começou a se reconstruir, e isto significa que agora teremos paz, certo? ERROOU, ERROU FEIO, ERROU RUDE, porque num belo dia, depois de quase 1 século vivendo neste planeta, foi descoberto que eles não estavam sozinhos e este planeta já estava habitado. Uma espécie chamada Locust vivia nos subterrâneos, eles são reptilianos humanóides, e extremamente agressivos. Esse dia ficou conhecido como o Dia-E (Emergence Day), e em menos de 26 horas, mais de 90% da raça humana foi exterminada.
Marcus Fênix foi solto pelo seu melhor amigo Dominic Santiago, porque o governo viu que Marcus é um soldado veterano e se destacou na guerra do pêndulo, e ele poderia ser uma esperança na guerra contra os Locusts. Mas é claro que ele não vai fazer tudo sozinho, afinal de contas, ele é só um meros mortal, e com certeza terá toda uma equipe para lhe auxiliar, e a partir daqui o jogo se inicia.
Sobre a História: Eu achei ela simplesmente sensacional, mostra a natureza do ser humano, o lado sombrio da guerra e com um fortíssimo potencial a ser explorado, e felizmente foi, tanto que não dava pra mostrar tudo em um jogo só, muitas coisas foram explicadas apenas nos jogos posteriores, e tais coisas eu vou deixar pra falar nas próximas partes.
PERSONAGENS
Os personagens de Gears of war são extremamente carismáticos, e marcam a gente logo na primeira jogada.
MARCUS FÊNIX: O protagonista do jogo, o soldado veterano que se destacou nas guerras do pêndulo. Ele é frio e calculista, exatamente como um soldado bastante experiente precisa ser. Seu melhor amigo Dominic Santiago o tirou da prisão. Marcus foi preso porque ele abandonou o seu posto no dia -E para salvar o seu pai, Adam Fênix (Sim, o cientista que aperfeiçoou o martelo da aurora), que é a única família que lhe resta. Seu pai foi dado como morto, embora seu corpo nunca tenha sido encontrado, e por ter abandonado o seu posto, Marcus foi condenado a 40 anos de prisão, e cumpriu apenas 4 anos por conta da guerra contra os Locusts.
SPOILER: Ele morre perto do final do ato 1 do jogo. Após a sua morte, Marcus foi quem passou a ser o sargento do esquadrão Delta.
Claro que há outros personagens na trama, mas estes são os principais da parada.
JOGABILIDADE E SISTEMA
Como dito logo no início desta análise, Gears of war foi o jogo que popularizou o gênero de tiro em terceira pessoa, mas não apenas por isso, o jogo também popularizou o sistema de cobertura. Nesta época, em meados dos anos 2000, os jogos de tiro que saíam, sejam em primeira ou em terceira pessoa, por mais incríveis que fossem, faltava algo que parecia essencial na gameplay. Lembra quando você jogava Counter Strike na Lan House com os seus amigos, ou um call of duty no PS2, ou até mesmo Halo no primeiro Xbox ou no PC, e você se perguntava: ``Caramba, seria muito bom se tivesse como se agachar na cobertura´´, pois é, Gears of war trouxe isso aos games, embora não tenha sido ele quem criou, foi o que popularizou esse sistema, que tanto fazia falta nos jogos do gênero.
Pois bem, no jogo nós podemos andar devagar, andar rápido (uma corridinha), correr agachado, tomar cobertura (você vai usar isso na maior parte do tempo, confie em mim), mirar, atirar, trocar de armas e jogar granadas, e tudo funciona perfeitamente bem até para os dias atuais, o que é realmente impressionante, já que vários jogos antigos possuem uma gameplay travada para os dias atuais, e não é o caso de Gears, mesmo para um jogo de 2006 a jogabilidade é bem fluida, parabéns por isso Epic Games.

Talvez o único probleminha da jogabilidade seja a hitbox, ela não chega a ser tão zoada quanto em Dark Souls 2, mas de vez em quando você pode morrer por um tiro que nem pegou você direito, ou numa granada que explodiu longe de você. É bem raro de acontecer, mas existe essa possibilidade, e é chato quando isso ocorre, obviamente. Outra coisa que pode ocorrer também é quando você vai serrar um inimigo e ele não executa a animação de ser serrado, mas explode do mesmo jeito depois. Não é um bug que atrapalha a experiência, mas é muito engraçado quando ocorre.
E só pra finalizar este tópico sobre a funcionalidade do jogo, a campanha dele gira em torno de 10 horas de duração, sendo composto por 5 atos, e cada ato possui diversos capítulos. Não tem UM ato do jogo que seja chato, TODOS são ótimos. Talvez tenha algum trecho da campanha que seja um pouco chato sim, mas são pouquíssimas partes. O Ato 2, 4 e 5 são os melhores na minha opinião.
GRÁFICOS E AMBIENTAÇÃO
O gráfico de Gears of war já fala por si só, como vocês devem ter observado nas imagens acima, o visual dele era uma coisa realmente mega impressionante para um jogo de 2006, com texturas bem acabadas, cenários bem feitos, um nível de detalhes fora do comum pra época, modelagem caprichada e efeitos de explosão e tiroteio insanos, fora os efeitos de iluminação e sombra. Sendo assim, Gears of war é um jogo que para a época era completamente nova geração em praticamente todos os aspectos, garantindo também o prêmio de melhor gráfico do ano no VideoGame Awards de 2006 e até hoje você pode se surpreender com o gráfico dele. Além disso, Gears of war trouxe uma paleta de cores bastante cinzenta, o que torna o jogo sombrio como deve ser, sim, um jogo de tiro com elementos de terror, e Gears of war faz isso muito bem, principalmente no segundo jogo. Jogando hoje, em 2021, é possível que você ache feio algumas texturas ou efeitos, mas serão poucas coisas (E isso SE você achar), e além disso, para a época o jogo não devia nada em qualidade gráfica, como eu disse, você ainda vai achar o gráfico dele bem bonito até pros dias de hoje, mesmo se você encontrar algumas falhas, que podem ser certas texturas quadriculadas. São várias partes do jogo que são bem escuras e você fica bastante tenso, e até momentos na história também deixam a gente tenso. O ato 2 por exemplo, é de noite quase que por todo o ato, e devemos andar sempre na luz, para não sermos devorados pelos Krills, que são como morcegos assassinos. Há mais coisas bem importantes para serem ditas sobre o clima de terror da franquia, mas vou deixar para fala na análise de Gears 2, que é quando este clima fica ainda mais forte. Mas antes de encerrar essa parte do clima de terror, saiba que nem sempre isto significa Survival Horror, este último é utilizado para descrever jogos que são realmente de terror e sobrevivência, onde você deve administrar recursos e munições para sobreviver, e a maioria das coisas são bem escassas, os jogos clássicos da saga Resident evil são os melhores exemplos disso, especialmente Resident Evil Remake, lançado para Gamecube em 2002. Mas não é o caso de Gears of war, ele é um shooter, e como tal, há munição em abundância, então você não vai precisar se preocupar com recursos. Quando falamos em clima de terror às vezes podemos referir apenas a ambientação do jogo, e não a gameplay em si. Quando eu fizer análise de Bloodborne eu vou explicar isso direito, que eu considero um jogo de terror cósmico com elementos de RPG, mas não é exatamente survival horror.
Ainda sobre a ambientação do game, ela basicamente se passa em cidades devastadas pelas guerras, algumas em recuperação e outras totalmente destruídas, contando também com assentamentos humanos, como é mostrado no ato 2 da campanha. Não espere por muita vida, Gears se trata de um jogo de guerra, ele mostra a verdade nua e crua, o pior lado da guerra e toda a destruição, caos e trauma que isso é causado, e a sua narrativa, além de dar muito foco no desenvolvimento dos personagens, ela também mostra o quão séria e grave é uma guerra e todas as consequências que ela traz, e que infelizmente é o estado de natureza do ser humano, guerrear, matar e destruir.
O ARSENAL
O primeiro Gears of war conta com apenas 9 armas e mais a granada de fragmentação. Você pode até achar pequeno o arsenal do jogo, mas a qualidade certamente compensa isso. Na maioria dos jogos de tiro, seja em primeira ou em terceira pessoa, geralmente temos armas como rifles de assalto, escopetas e de arma suprema, uma RPG-7 ou qualquer outro lança-mísseis. Porém, vocês vão ver que as armas de Gears é um ponto fortíssimo para o game e é uma das coisas nas quais ele se destaca, e este arsenal vai se expandido a cada jogo. Nós podemos carregar até 3 armas, sendo uma pistola, duas armas de duas mãos e um tipo de granada. Vale destacar também que algumas armas pertencem a COG e outras foram criadas pelos Locusts. E um detalhe interessantíssimo sobre as armas de Gears é uma mecânica de gameplay chamada de recarga ativa, funciona assim: Quando você recarrega uma arma, existe uma barrinha branca no meio da linha da recarga, que fica visível durante a animação da recarga. Além dessa barrinha, há uma outra barra vertical mais fina que passa por essa linha automaticamente. Caso você aperte RB (que seria o R1 do Playstation) em cima da barrinha, você acertou o timing da recarga e ativará a mecânica. A Recarga ativa concede um bônus de dano temporário a sua arma, as balas que acabaram de entrar no pente ficam mais poderosas por um tempo e o disparo da arma fica visivelmente mais potente, saindo até mesmo aquele foguinho azul do disparo, muito foda né?
Origem: COG
Capacidade por pente: 12 balas
Capacidade máxima: 72 balas
Origem: Locust
Capacidade por tambor: 6 balas
Capacidade máxima: 30 balas
Origem: Locust
Capacidade por pente:78 balas
Capacidade máxima: 780 balas
Origem: COG
Capacidade por pente: 60 balas
Capacidade máxima: 660 balas
Origem: COG
Capacidade por conjunto: 8 balas
Capacidade máxima: 39 balas
Origem: COG
Capacidade por conjunto: 1 bala
Capacidade máxima: 24 balas.
Origem: Locust
Capacidade por tambor:1 bomba
Origem: Locust
Capacidade por conjunto: 1 flecha
Capacidade máxima: 12 flechas
Origem: URI (Mas que agora pertence a COG)
TRILHA SONORA
Olha, vou dizer pra vocês, existem 3 tipos de trilha sonora nas quais eu sou muito fã e aprecio em praticamente qualquer jogo: Orquestral, Metal e músicas mais animadas, que parece até de desenho animado. A trilha de Gears é composta por música orquestral, que é o meu tipo favorito, e ela é simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA!! O som do ambiente que remete ao clima de terror quando está tudo calmo, o som da tensão e o medo de que pode acontecer alguma merda a qualquer momento e muito mais. O ato 2 da campanha é o que mais se aproxima do clima de terror, já que se passa a noite, e é justamente nela que a gente mais se sente aterrorizados. Além disso, durante toda a campanha nós somos agraciados pela trilha puramente orquestral e magnífica, e mesmo em momentos que tem mais ação, ainda assim a trilha conta com fortes batidas que remetem a desespero e pânico.
Ah e vocês já ouviram a música tema de Gears of war? Dá uma escutada.
Nela vocês podem ouvir tudo que acabei de falar: Tensão, clima épico e ação. Mais um ponto super positivo para Gears of war
OS LOCUSTS
O que dizer destes seres reptilianos que mal conhecemos e já odiamos pakas? Eles são os inimigos que enfrentaremos do começo ao fim da campanha e são os responsáveis por dizimarem mais de 90% da raça humana no dia E. Eles são conhecidos por terem uma pele bem grossa e dura, tornando-os mais resistentes a todo tipo de dano, e a sua brutalidade simplesmente não conhece limites. Há muito sobre o que falar dos Locusts, mas boa parte disso só poderei falar quando chegarmos no próximo jogo, em Gears of war 2, que é onde mostra o lado mais perverso deles (Sério, vocês vão ficar pasmos com o quão monstruosos e demoníacos eles são, e isso é um dos principais fatores que tornam Gears of war 2 um jogo pesado e tenso). Mas por ora, vou falar de alguns locusts para vocês aqui.

General Raam, comandante das hordas Locusts, e também tem a habilidade de controlar os Krills (Aqueles bichos que mencionei do ato 2). Foi ele quem matou o sargento Kim (que não é o Kataguiri) e é o último chefe do jogo.
MULTIPLAYER
O multiplayer de Gears of war não se diferencia muito daquilo que estamos acostumados, mas como naquela época era muito raro algum jogo ter modo multiplayer, Gears se destacou por isso, e ainda falo pra vocês, o multiplayer é onde realmente está o grande trunfo de Gears. Seja pra fazer a campanha co-op, seja pra fazer um competitivo com amigos, seja pra jogar com uma galera aleatória, o que você quiser, o modo multiplayer conta com diversas modalidades, como deathmatch, teamdeathmatch e dentre vários outros. Só pra vocês terem uma ideia, o multiplayer de Gears of war 1 conseguiu superar até mesmo Halo 2, que era o jogo mais jogado da live até então. Gears of war 1 e 2 foram os jogos mais jogados de toda a Xbox live durante muitos anos, e a gameplay viciante dele e suas modalidades altamente convidativas comprovam isso. Gears já é maravilhoso de se jogar sozinho, mas quando você joga com amigos, é aí que você tem a real noção do quão incrível é a experiência de Gears, seja pra jogar a campanha ou competir com outros jogadores em partidas online, você decida.
Caso você decida jogar a campanha, o Player 1 assumirá o controle de Marcus, e o Player 2 assumirá o controle de Dom, lembrando que o multiplayer pode ser jogado local também, não necessariamente apenas online.
A ULTIMATE EDITION

Antes de encerrar a parte 1 da saga Gears, quero falar um pouco sobre a sua versão remaster, que é tão bem feita que é praticamente um Remake <3
Vou dar uma adiantada em algumas informações aqui, depois de Gears of war 3 a Epic games passou a não ser mais dona da franquia Gears. Em 2014, a Microsoft fundou um estúdio Canadense chamado de The Coalition, que seria focado em toda a saga Gears. Eis que em 25 de Agosto de 2015, os donos de um Xbox One foram agraciados pelo primeiro trabalho da The Coalition, a ultimate edition do primeiro jogo. Tudo no jogo foi melhorado, o gráfico faz juz ao console da nova geração, os efeitos foram refeitos, as cutscenes foram filmadas de outros ângulos e de forma bem mais cinematográficas agora (Como ficou a partir do 2), a imersão das armas foi bastante melhorada, o menu está muito mais bonito e com diversos conteúdos extras, como as páginas de quadrinhos que acrescentam na lore de Gears, a trilha sonora foi mantida, mas foi totalmente remasterizada em alta definição a fim de atualizá-la e todo o efeito de som foi retrabalhado também. É claro que pecou em alguns pontos, como a inteligência artificial dos inimigos que continuam zoadas (pra 2006 a gente perdoa, mas pra 2015 não), o level design de algumas fases que estão datados e a falta de um modo foto, já que o jogo tá lindíssimo. Mas no geral, o remaster cumpriu bem o seu papel. Sem querer puxar sardinha, mas um REMASTER da Microsoft conseguiu ser melhor do que alguns remakes que já vi por aí.
Para vocês verem que eu não tô exagerando sobre o remaster parecer um remake vejam por vocês mesmos.
Parabéns The Coalition, você é FODA!
O VEREDITO
Gears of war 1 foi uma revolução na época que ele saiu, provou ser um shooter diferenciado dos demais e que sobreviveu tranquilamente à passagem do tempo, tendo em vista que tem muitos shooter de PS4 e Xbox One que TENTARAM inovar mas não são lá essas coisas. Um jogo de 2006 consegue ser mais bem feito que vários jogos de 2015 e 2016, foda né? Gears tem uma trama fodástica (apesar dela demorar pra engrenar no primeiro, entenderam? ENGRENAR, RÁ!!), uma ambientação sombria, uma trilha sonora épica, gráficos que impressionam até hoje e uma gameplay que sobreviveu ao tempo. Mas claro, como nós sabemos, o primeiro jogo foi só o começo, porque o melhor ainda está por vir. Vencedor de mais de 30 prêmios de jogo do ano de 2006 e recebeu mais de 100 premiações de diversas categorias em várias revistas e sites de games também, Gears definiu muitos jogos que vieram depois. Uma informação que esqueci de citar é que Resident Evil 4 foi a maior inspiração de Cliff Blensiski para a criação de Gears, tendo em vista a sua câmera em cima do ombro e a possibilidade de dar ordens ao seu esquadrão, assim como ocorre com o Leon mandando na Ashley. Gears tem seus probleminhas, mas certamente suas qualidades se sobressaem grandiosamente, e até hoje é um dos melhores shooters que existem. Ainda tem muita puxação de saco da minha parte, mas vou deixar para as próximas partes, :p
Nota: 91/100 EXCELENTE!
Até a próxima parte minha gente!





























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