A Saga Devil May Cry- Parte 1


 Após o meu post de apresentação acho que agora podemos começar com o blog propriamente dito, e para iniciarmos esta jornada de Blogueiro, vou começar fazendo a análise de uma das franquias que eu mais amo, Devil May Cry.
Ontem, 16 de Outubro de 2017, fez exatos 16 anos que Devil May Cry 1 foi lançado, criado pelo mestre Hideki Kamiya, este que é brother chegadão de Shinji Mikami, criador da série Resident Evil, inclusive Kamiya colaborou na criação da saga, pelo menos nos primeiros jogos.

A Lenda Hideki Kamiya

Devil May Cry 1 seria o Resident Evil 4, quando em 1999 Kamiya e Mikami tiveram novas ideias para a saga, mas conforme o jogo ia sendo desenvolvido, eles viram que o jogo nada tinha haver com Resident Evil, já que estava tendo demônios e criaturas sobrenaturais e nós sabemos que Resident Evil se trata de ameaça biológica (Um dia faço um post sobre Resident Evil, fiquem tranquilos). Quando eles perceberam, o desenvolvimento do suposto Resident Evil 4 foi encerrado, mas ao invés de descartar o material que já estava pronto, eles decidiram fazer um novo jogo, e assim nasce Devil May Cry, uma franquia fantástica que quem diria que surgiu por acidente, né não? 



Claro, antes de começarmos a análise propriamente dita, vamos a uma ficha técnica.



Nome: Devil May Cry
Produtora: Capcom
Distribuidora: Capcom também
Criador: Hideki Kamiya
Gênero: Hack N' Slash, Ação/Aventura
Plataformas: Playstation 2, Playstation 3, Xbox 360
Lançamento: 16 de Outubro de 2001 ( Ps2 )
                      03 de Abril de 2012 ( Ps3 e Xbox 360 ) 


Caso você nunca tenha jogado Devil May Cry e pretende conhecer essa incrível franquia, Fique tranquilo que eu não vou dar spoiler. Então bora lá, LET'S GO!!!

HISTÓRIA

Há muito tempo, os demônios vagavam pelo mundo dos humanos, nos assombrando e tudo mais. Porém, um poderoso demônio chamado Sparda teve compaixão pela raça humana (Já começamos bem por apresentar um demônio bonzinho), ele era um dos seres mais fortes do inferno, mas diferente de outros demônios, ele era bondoso e decidiu selar o portão do inferno para que os demônios não entrassem mais em nosso mundo, e também porque as humanas eram muito mais gostosas que as demônias, elas não tinham chifres, nem asas e nem cara de capeta chupado. Brincadeiras a parte, mas enfim, continuando... Sparda começou a andar pela Terra e assumiu uma forma humana, tendo compaixão pelos humanos ele decidiu se tornar um protetor. Após um bom tempo ele conheceu uma humana chamada Eva, se apaixonou por ela, casaram e juntos tiveram dois filhos: Dante e Virgílio (Referência a divina comédia). Dante e Vergil eram seres híbridos, metade humanos e metade demônios, quando eles chegaram a uma certa idade cada um deles recebeu um artefato diferente de seus pais, Sparda deu para seus filhos uma espada diferente: Rebellion para Dante e Yamato para Vergil (Apesar delas não aparecerem no primeiro jogo, estranho, não?), já Eva deu para cada um deles um colar que continha seus poderes.



Rebellion

Yamato






Entretanto, nem tudo são flores, pois um dia o rei Demônio Mundus descobriu a traição de Sparda e mandou caçá-los, Sparda matou Eva e Sparda na frente de Dante e Vergil, deixando eles órfãos. 20 anos depois cada um toca sua vida, Dante possui uma loja de extermínio de demônios cujo nome é o mesmo do jogo, Devil May Cry, ele vende diversas armas e equipamentos que ele obtém nas suas jornadas. Já Vergil a princípio tem seu paradeiro desconhecido neste jogo.
Em um belo dia, Dante recebe uma visita inesperada de Trish, uma mulher de cabelos loiros e que também caça demônios. Aparentemente ela mata Dante, mas como ele é fodão ele não sofre nada( Não reclame porque isso não é considerado Spoiler, acontece nos primeiros minutos do jogo ) , e ae Trish fala que tem um trabalho pra ele em uma misteriosa ilha, na qual tem um Castelo com diversos demônios e Dante aceita o trabalho, lá ele pode descobrir respostas também sobre seu passado e a chance de poder enfrentar Mundus e salvar a humanidade, vingando também a morte de seus pais, então Dante parte para esta jornada com Trish na ilha e é ae que o jogo começa, mas calma lá, o Dante vai enfrentar as paradas tudo sozinho, a Trish só vai aparecer algumas vezes no jogo então, sem Co-op, lamento.

Sobre a história, eu acho ela fodástica, um demônio com coração humano que se apaixona por uma humana e tem dois filhos, ae dá uma espada pra cada um deles e a mãe dá um colar pra cada um, ae depois surge um demônio overpower, mata os pais e um deles vai se vingar depois...é claro que essa é a história ANTES do jogo começar de verdade, porque assim como todo jogo a história vai se desenrolando conforme você for avançando e mais coisas vão sendo descobertas. Os personagens também são super carismáticos, tanto é que o Dante é o meu protagonista masculino favorito de todos os games que já joguei.


JOGABILIDADE INOVADORA 
Sim, para mim esse é o ponto forte de Devil May Cry, pois ele trouxe algo novo para este gênero, a mistura de armas de fogo com armas brancas. Já existiam jogos de ação/aventura em que você usava armas de fogo e ataques corpo a corpo, como Apocalypse de PsOne( Também vai ter análise desse jogo no blog, aguardem ), mas nenhum como Devil May Cry, porque aqui a mistura é bem louca, você pode meter a espadada nos inimigos e em seguida dar vários tiros de pistola ou com escopeta. As armas brancas possuem uma variedade boa de combos e elas possuem poderes elementais, ae você combina com os disparos das armas de fogo e cara, é daora demais isso!! O Gênero Hack N' Slash significa ``Esmagar Botões´´, ou seja, você quase quebra o controle de tanto fazer combos e bater nos inimigos, com uma ação desenfreada e são muitos inimigos na tela, e o mais importante: Você sente PRAZER em acabar com a raça de cada um deles.  Devil May Cry talvez não tenha sido o primeiro Hack N' Slash que surgiu, mas com certeza foi o que revolucionou o gênero e popularizou também, a jogabilidade é bem viciante e quando começa a jogar você não para. 


GRÁFICOS
Eis um quesito em que Devil May Cry também se destaca, gráficos, a série nunca deixou a desejar na questão visual( Com excessão do último jogo que saiu, DmC Devil May Cry, aguenta ae que quando chegar nessa parte eu explico ). Os gráficos sempre fizeram jus a sua época de lançamento, usando o motor DMC ele consegue renderizar bem e os efeitos são muito bem feitos, o fogo, a água, o raio, as explosões, enfim, até mesmo a paisagem gótica consegue impressionar muito.

``Ain mas que gráfico feio, como você consegue chamar isso de lindo Nicholas? Nossa todo feio e cagado, que lixo´´

Cara...pelo amor né? Esse jogo é antigo pra caramba, tu queria o que? que em pleno 2001 o jogo tivesse gráfico de The Witcher 3? GTA 5? Por favor né jovem, hoje o gráfico pode não ser grande coisa mas o que vale é pra época e era bonito pra cacete. 


TRILHA SONORA DE TIRAR O FÔLEGO
Esse é um dos pontos em que Devil May Cry mais se destaca, a parte sonora dele é épicamente incrível, as músicas de combate são realmente muito empolgantes e nas batalhas contra os chefes conseguem ser ainda mais empolgantes, sério mesmo a trilha é tão boa que eu mesmo tenho boa parte das músicas na playlist do meu celular e costumo ouvir quando vou pra faculdade ou qualquer outro canto por ae. Vou selecionar uma música para vocês ouvirem

Essa é a música de batalha de um dos meus chefes favoritos do jogo, foda né? A maioria das músicas mistura eletrônica com Rock nos momentos de combate, já em momentos em que está tudo calmo e tranquilo ou não toca nenhuma música de fundo ou uma música meio sombria.
Aliás, a Capcom sempre foi muito boa pra fazer trilha sonora, quase todos os seus jogos possuem uma trilha incrível e pra mim Devil May Cry merece a medalha de ouro de trilha sonora da Capcom.

CHEFES E INIMIGOS CRIATIVOS 

O jogo possui uma vasta gama de inimigos fortes e bem macabros, o primeiro deles são as marionetes vestidas de palhaço que ficam dando risadas quando você vai batendo neles, logo na primeira fase já enfrentamos essas pestes





Também tem umas espécies de Iguanas bem ágeis e fortes, de dois tipos: Uma é de gelo e a outra é de Terra e dispara espinhos, e curiosamente este inimigo está presente também no Devil May Cry 4, e fique tranquilo que logo eu chego lá.
Destaque maior fica para os chefes, Mundus possui três subordinados principais, que serão os chefes que mais vão nos dar dor de cabeça durante todo o game e cada um deles nós vamos enfrentar pelo menos duas vezes durante o jogo. São eles: Phantom, Griffon e Nightmare, exatamente nesta ordem de aparição e de poder. Phantom é uma aranha gigante que cospe fogo, Griffon é uma Águia demoníaca que solta raios vermelhos e Nightmare é um bicho esquisito pracaramba que mais parece com um alien fundido com um Simbionte.

Nightmare, tente não ter pesadelos com ele( HA!! )

A batalha final, que é contra o Mundus também não deixa a desejar, consegue ser foda na medida correta. Talvez o único defeito disso seja a inteligência artificial, os inimigos são ligados no modo Kill o tempo todo, ou seja, eles simplesmente avançam para cima de você e só, não tem nenhuma estratégia, mas isso até que não incomoda tanto, já que você vai estar muito ocupado descendo a porrada neles e se deleitando nas batalhas.

ARSENAL E HABILIDADES
Tenho que falar das armas deste jogo também, ao total são 9 armas, 5 armas de fogo e 4 armas brancas, que na verdade são chamadas de ``Devil Arms´´. Das 4 Devil Arms, somente 2 é que serão úteis durante a campanha, a primeira que é a Force Edge só é útil na primeira fase, quando você conseguir a primeira Devil Arm foda, que é na missão 2 você nunca mais vai precisar da Force edge, tendo em vista que ela não passa de uma espada comum( Na verdade ela é a espada do pai de Dante, Sparda, mas nesta forma ela não possui poder ). A última Devil arm é uma variação da Force Edge chamada ``Sparda´´, ela também não tem poder durante a campanha, mas na batalha final, que é contra o Mundus, aí sim ela libera todo seu poder devastador e a utilizaremos durante todo o confronto. As duas únicas Devil arms realmente úteis são Alastor e Ifrit, Alastor é uma espada de raios e Ifrit são duas luvas de fogo e as duas possuem uma variação interessante, Alastor possui ataques fracos, porém super rápidos então é útil para inimigos mais ágeis, já o Ifrit possui golpes lentos, porém poderosos e é mais apropriado para inimigos mais fortes. Existe também a Devil Trigger, que é quando Dante assume sua forma de demônio, nesta forma ele fica mais forte, rápido e seu HP vai regenerando automaticamente, mas a barra de Devil Trigger vai sendo consumida. Dependendo da arma que estiver usando você obterá os poderes elementais dessa arma, se estiver com Alastor será um demônio elétrico, se estiver com Ifrit será um demônio flamejante, legal não?


ALASTOR
IFRIT
E ainda tem as armas de fogo, mas aqui irei mencionar apenas a Ebony & Ivory, que são duas pistolas personalizadas pelo próprio Dante e ambas possuem munição infinita e um visual muito bacana.







SISTEMA DE UPGRADE
Uma coisa que ainda não mencionei é como funciona o sistema de Upgrade do jogo. Nele nós usamos Orbes vermelhas, que são a moeda do jogo, usamos para comprar itens de cura, regeneração de Devil Trigger, itens que aumentam a barra de HP e Devil Trigger e também para dar Upgrade em Alastor e Ifrit, infelizmente são as únicas armas disponíveis para Upgrades, as armas de fogo não recebem nenhuma melhoria, mas pelo menos isso é só no primeiro jogo, porque a partir do 2 as armas de fogo também ganham melhorias, mas isso a gente vai ver conforme avançamos na saga. Ah e as orbes vermelhas do jogo não possuem muito valor, cada uma delas vale 1, 2 unidades mais ou menos e uma orbe vermelha média vale 10 unidades e a grande acho que 50...não tenho certeza se são esses valores mesmo mas deve ser por ae, e os itens e upgrades são bem caros, então se você tiver 4000 Orbes comemore, porque você tá rico e tente administrar isso. Mas se parar pra pensar isso até que não é tão ruim, pois proporciona mais desafio ao jogo.

CAMPANHA E CENÁRIOS FODÁSTICOS
Todo o jogo se passa no castelo que fica nessa ilha misteriosa e o cenário é espetacular cara, quando você está dentro do Castelo tem diversas masmorras, salas, quartos, labirintos e tudo mais, tudo bem macabro e Dark Trevoso, e quando você está fora do Castelo você vê Jardins e o mar em volta da ilha. O Cenário do jogo é tão incrível que vai ter momentos que você vai sentir que tá jogando Castlevania e vai querer dar uma rápida apreciada no local. O jogo possui 23 Missões, é o jogo que mais tem missões de toda a saga, mas a campanha não é a maior de todas, mesmo com 23 Missões você vai demorar cerca de 5 a 7 horas para zerar o game, isto porque muitas missões você termina em 1 ou 2 minutos, coisa bem rápida mesmo, sem sacanagem, tem missões que é só você ir abrir uma porta que não podia abrir antes e ela não está tão longe de você, coisa de 1 minutinho ou até menos se você não parar pra matar ninguém.

DESAFIO MODERADO
Devil May Cry não é um jogo difícil, mas também não é mamão com açúcar, em algumas missões você vai morrer algumas vezes antes de completar e pode acabar alongando um pouco mais a duração do game, e se você for jogar no modo Hard aí sim, se prepara pra passar raiva. O jogo tem New Game Plus, pra quem não sabe isso é um dos melhores recursos que existem, antigamente era raro um jogo ter New Game Plus mas agora quase todos tem e isso é muito bom. O New Game Plus é quando você começa um novo jogo com todas as suas armas e habilidades e você começa com a mesma quantidade de orbes vermelhas que você tinha quando completou o game, mas vou logo avisando que mesmo que você comece a jogar no hard com todas as armas, ainda sim você vai passar sufoco por algumas partes, mas relaxe porque não chega nem perto de ser um Dark Souls da vida.






O VEREDITO
Devil May Cry é um jogo Excelente e para mim foi o que revolucionou o gênero de ação e aventura e dando popularidade ao Hack N' Slash. Ele tem uma história muito boa, gráficos de ponta, jogabilidade super divertida, desafio moderado e uma trilha sonora de arrepiar. O jogo quase não possui nenhum tipo de problema, talvez o único defeito do jogo seja a ausência de um desafio posterior depois que zera o jogo. A sorte é que como o jogo é divertido ele tem um bom fator replay e com certeza você vai querer jogar de novo após zerá-lo, mas ainda sim acho que seria mais interessante se tivesse algo a mais para se fazer, como o Chalenge of the Gods do God of war ou coisa parecida. Mas isso de modo algum tira o brilho do jogo e ele ainda se tornou referência para muitos jogos que vieram posteriormente, seja pelo gameplay divertido, seja pela temática ou até mesmo pela história e para mim foi o melhor jogo de 2001 e um dos melhores da geração do PS2.
MUITO OBRIGADO TIO HIDEKI KAMIYA





E assim termino a primeira parte, ainda essa semana trarei a parte 2 da Saga, portanto aguardem!


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