Uma obra maravilhosa chamada Resident Evil 2

   A data é 22 de Março de 1996, sexta-feira (1 dia antes de eu completar 1 aninho de vida), um carinha chamado Shinji Mikami criou um jogo de terror de câmera fixa e com controle tank, no qual você deveria resolver puzzles, ler diversos files (arquivos, pra quem não manja dos ingrêix) para entender a lore/história e os acontecimentos no local onde o jogo se passa (que no caso é uma mansão), com um sistema de gameplay chamado Leva e trás, no qual você deve ir e voltar diversas vezes para os mesmos lugares a fim de resolver puzzles e abrir portas nas quais não podia antes, e isso acompanhado a um inventário limitadíssimos no qual deve ser gerenciado o tempo todo. E a exploração da mansão dá uma sensação de mundo semi aberto, já que existem muitos lugares que podem ser ignorados no game, e você deixa de pegar itens essenciais, e até mesmo armas que podem ser muito úteis em uma bossfight, principalmente no final.

 E falando em bossfight, os inimigos são zumbis e armas biológicas, como uma cobra e sapos gigantes, por exemplo. E o boss final é um bicho de 3 metros e meio de altura que é mais feio que o chupa cabra quando acorda de manhã, no qual é morto por uma Rocket Launcher e você, junto com o seu esquadrão (os que sobreviveram) devem fugir da mansão porque ela vai explodir, e agora você vai rejogar o game com outro personagem para ver outra perspectiva da história.

 O game foi um sucesso de vendas e críticas, e foi tão bem recebido que o 2º jogo já estava em desenvolvimento. Senhoras e senhores, bem vindos ao mundo de Resident Evil. Nesta análise falaremos a respeito de Resident Evil 2 somente, mas abordando os principais elementos que tornaram esta saga tão popular. 

NOME: Resident Evil 2 

DESENVOLVEDORA: Capcom

PUBLICADORA: Capcom também

CRIADORES: Shinji Mikami e Hideki Kamiya 

PLATAFORMAS: PSone, PC, Nintendo 64, DreamCast e Game.com

DATAS DE LANÇAMENTO: 21 de Janeiro de 1998 - PSone e DualShock Version.
1999 - Nintendo 64, PC e DreamCast
2003 - GameCube
2006 - PC (SourceNext) 
2007 - PS3 (PlayStation Network) 




Antes de começarmos a falar de Resident Evil 2 propriamente dito, primeiro precisamos voltar um pouco no tempo, para meados de 1996. 

Após o sucesso estrondoso do primeiro Resident Evil, a Capcom já havia começado a desenvolver o próximo jogo, que obviamente é Resident Evil 2, e seu lançamento estava previsto para Março de 1997. Neste jogo, teríamos dois novos personagens: Leon S. Kennedy e Elza Walker, e se passaria em uma delegacia de Polícia. Neste jogo, Leon é um policial novato e Elza é uma motoqueira que se aventurava em Raccoon City para recrutar pessoas que curtem adrenalina e velocidade, para dar uns rolês de motoca com ela, a fim de se transformarem naquelas pessoas irritantes que gostam de explodir os tímpanos das pessoas com o ronco alto do motor, atrapalhando o sono das mesmas e fazendo-as terem ódio de motoqueiros. (Aqui onde eu moro todo dia tem desses). E neste jogo, teríamos personagens que serveriam de suporte aos protagonistas, no caso de Leon ele teria uma mulher chamada Linda, que iria fazê-lo de trouxa (Não tanto quanto a que vai vir depois) e o policial Marvin, que posteriormente viraria defunto apresuntado sabor zumbi, e Elza Walker (Favor não confundir com a Elza do Frozen) teria o chefe de polícia Brian Irons, e uma criança catarrenta chamada Sherry Birkin. 

PORÉEEEEEEEEEMMMMMMM.......Quando foi Fevereiro de 1997, a um mês antes do jogo ser lançado, e quando ele já estava com mais de 80% concluído, os produtores Shinji Mikami e Hideki Kamiya (Este que mais tarde criaria a saga Devil May Cry, que inclusive tem análise aqui no blog) viram que o jogo estava simplesmente UMA BOSTA. Segundo Mikami, o jogo não tinha nada do primeiro game do ano anterior, a delegacia é genérica e parece que foi tirada dos filmes de ação, igual do Exterminador do futuro 1, de 1984 por exemplo. E segundo o próprio Hideki Kamiya, o jogo tava uma merda mesmo, muito chato, história ruim, e fora que o jogo tinha ação demais, já que a gente tinha armas e equipamentos mais que o suficiente pra brincar de rambo e passar o rodo em todo mundo, eliminando o sentimento de Survival Horror e por aí vai. Mikami havia dito que as ideias isoladas eram muito boas, mas não funcionavam em conjunto. Com tudo isso, a apenas 1 mês do lançamento do game, ele foi CANCELADO, isso mesmo, esse Resident Evil que vocês acabaram de ler foi cancelado pela própria Capcom, e então a equipe resetou o desenvolvimento do jogo, reaproveitando poucas coisas da versão que já estava quase pronta. Esta versão BETA ficou conhecida como Resident Evil 1.5, e ela nunca viu a luz do dia. 





Com o passar dos anos, muitos fãs tentaram ter acesso a essa versão, porém, a Capcom nunca liberou o game para jogarmos, mesmo que seja só pra saciar a nossa curiosidade. Então, alguns modders até chegaram a criar uma versão que fosse a mais parecida possível. É uma versão criada por fãs que dá pra jogar de boas, mas o verdadeiro Resident Evil 1.5 da Capcom, nunca viu a luz do dia e até hoje permanece trancado a 7 chaves pela própria desenvolvedora, como se fosse uma caixa de Pandora. 

Porém, com o reinício do desenvolvimento, poucas ideias foram mantidas, e 90% do jogo foi refeito. Agora, um dos personagens foi substituído, já que eles precisavam de um personagem que tivesse uma ligação com algum protagonista do primeiro jogo, para que os fãs se familiarizassem, e também que a lore fosse contada, além dos cenários serem todos retrabalhados. E então, no dia 21 de Janeiro de 1998, numa quarta feira, tivemos o verdadeiro Resident Evil 2 que conhecemos hoje. 


A HISTÓRIA  

A primeira novidade que Resident Evil 2 trazia já se apresentava na hora que você removeria o lacre e abriria a capa, se deparando com dois discos lá dentro. 



                                                                       
 Cada disco contém um personagem, sendo o disco 1 você joga com Leon S. Kennedy (Uma das poucas coisas que foram mantidas da versão Beta descartada) e no disco 2 você joga com Claire Redfield (Eu tenho muita coisa pra falar dessa personagem, mas daqui a pouco eu falo, reservarei um tópico só pra isso.) Em Resident Evil 1 nós também tínhamos 2 personagens, Jill Valentine e Chris Redfield (Sim, a Claire é irmã dele), porém, lá a escolha de personagens basicamente era seleção de dificuldade. Há sim diferenças nas campanhas de ambos os personagens, tanto na narrativa e campanha quanto no arsenal, mas no fim não mudava tantas coisas. Já em Resident Evil 2, as histórias de Leon e Claire se complementam. 

30 de Setembro de 1998 (quarta-feira), Leon S. Kennedy, um policial novato em seu primeiro dia de trabalho, surge em Raccoon City já tendo que lidar com hordas de zumbis, e nessa brincadeira ele encontra Claire Redfield, uma universitária apaixonada por motos que está procurando pelo seu irmão, que desapareceu a 2 meses, período em que se passa RE1. (A única característica de Elza Walker que eles mantiveram foi a paixão de motos que a Claire tem, e ainda assim de forma menos intensa.) 





Leon e Claire então chegam a delegacia de Raccoon City, já que era o destino inicial deles. Porém eles seguem caminhos separados, já que atrás deles havia um caminhoneiro protestanto o preço da gasolina e que acha normal ser mordido por um ser humano que literalmente tentou arrancar o braço dele fora. 


E este mesmo caminhoneiro bate com o seu veículo na viatura onde Leon e Claire estavam (Eles conseguiram pular fora antes do caminhão chegar), forçando-os a seguirem caminhos separados devido a explosão e destroços, mas com o mesmo destino: a delegacia. Então eles combinam de se encontrarem por lá. 




Sim, o jogo já começa te jogando no meio do caos urbano, e tendo que ir correndo pra Delegacia, e driblando os zumbis que aparecem no caminho, ou matando-os caso você decida gastar munição para isso. Claire até encontra um sobrevivente, que é o Robert Kendo, mas o nosso tiozão não dura nem dois minutos e já virou a janta de vários zumbis. 




Avançando por mais alguns minutos, Claire consegue chegar na delegacia, encontra com Marvin (Sim, o mesmo da versão beta) em processo de transformação de presunto defuntado já que ele virou amostra grátis de um zumbi. Mas Marvin revela a ela as coisas que aconteceram no primeiro jogo, e pede para Claire sair de lá o quanto antes, e a partir disso ela começa a descobrir aos poucos o paradeiro do seu irmão. Enquanto Leon consegue chegar na delegacia e também tenta descobrir o que está ocorrendo. Há mais coisas da história para comentar, mas já continuo a falar sobre. 


Em Resident Evil, boa parte da lore é contada através de files que encontramos no jogo. É possível sim compreender a história do jogo apenas com os diálogos e cutscenes dos personagens, mas para que você possa ter uma total compreensão da trama, é necessário ler os files do jogo. Neles nós encontramos cartas de sobreviventes, dossiê de criaturas e vírus, e-mails e denúncias a respeito de outros personagens e etc. Sem os files você perde mais da metade da história que você precisa absorver, então larga de ser preguiçoso e vai ler files! Você fica vendo vídeo de gatinhos no instagram e Tik Tok mas tem preguiça de ler? Falo é nada.
 É mais ou menos igual em Dark Souls, onde você precisa ler descrições de itens para captar a história do jogo, mas no caso de Resident Evil, é mais tranquilo nessa questão. Como o jogo é de 1998 então o idioma dele é inglês e japonês, mas nos dias de hoje é possível baixar uma versão traduzida para o PTBR e jogá-la em um emulador, que roda até em celular. 


PERSONAGENS 

Uma das razões que me fazem amar esse jogo de coração são os personagens que conhecemos nele, mas PRINCIPALMENTE os nossos protagonistas. Leon S. Kennedy e Claire Redfield. Os personagens são bem desenvolvidos e nós sentimos uma boa conexão com eles. Além disso, tanto Leon quanto Claire possuem personagens que ajudam a sustentar o núcleo deles, vamos entender isso melhor. 




Leon Scott Kennedy: Leon é um novato que, devido a sua noite anterior de festança e mulherada (que provavelmente deve ter rolado cachaça e suruba também), ele chega atrasado no seu primeiro dia de trabalho como o mais novo policial de Raccoon City. Normalmente eu diria que isso é um mau exemplo, mas no caso do Leon, ele deu é sorte, porque ao chegar na cidade, já tava toda na merda e só tinha zumbi pra tudo quanto é lado, parecia até que o açougue tava na promoção. 
 Leon, juntamente com Claire, chegam na delegacia a fim de procurar sobreviventes e também para que ele possa cumprir o seu dever como policial. Leon é um cara do bem, se preocupa com a segurança dos outros, é um cara honesto, honrado e justo. 












Claire Redfield: Uma jovem universitária que decidiu dar um rolê de motoca para procurar o seu irmão mais velho, Chris Redfield (Protagonista do 1º jogo). Só que no rolê, ela vê que a cidade foi pro caralho, e junto com Leon, os dois chegam até a delegacia. Lá, Claire prova o seu valor e sua personalidade quando ela conhece uma garotinha chamada Sherry Birkin, filha do casal William e Annete Birkin. Claire então passa a proteger a garota e mostra o quanto ela tem um coração bondoso, e faz o possível para que Sherry se sinta segura com ela. E essa é uma das razões de eu amar tanto a Claire, porque ela é altruísta <3. Falo mais sobre ela daqui a pouco.














Sherry Birkin: É a guria catarrenta que esbarra com Claire no caminho. Filha do casal de cientistas loucos William e Annete, ela é a única que tem lucidez e humanidade na sua família, diferente dos seus pais desnaturados que se preocupam muito mais com uma bola mutante e pulsante de pus cheia de aids e coisa ruim, do que com a filha saudável e amável deles.
A Sherry é a Ashley da Claire, já que a guria não consegue ficar 2 segundos longe dela que já borra as calças. Só faltou ela gritar ``CLAIREEEE HEEELP!!!´´. 
Mas tudo bem, isso tudo é compreensível. Afinal, ela só tem 12 aninhos e está tendo que se virar sozinha no meio de um surto de zumbis, já que os seus próprios pais não estão nem aí pra ela. A Claire foi muito mais mãe pra ela (Tá vendo? Por isso que eu amo a Claire <3) 








Ada Wong: Ada é uma japinha gata na qual o Leon vira gado. Ela é uma espiã que diz estar procurando pelo seu namorado Jhon. Porém, ao mesmo tempo, ela tem informações valiosas sobre o que está acontecendo ali, e Leon fica de olho nela. Não só por isso mas também pra outro motivo que...bem..você sabe ( ͡° ͜ʖ ͡°) 


 













Ben Bertolucci: Ben é um jornalista que alega ter provas contra o chefe de polícia de Raccoon City. Ele estava prestes a denunciá-lo, mas o pobre Ben foi preso pelo mesmo antes que ele conseguisse reportá-lo. Ele é um dos personagens que encontramos ao jogarmos com Leon, e o mesmo engrandece o núcleo de Leon. Só que ele parece curtir ficar atrás das jaulas (talvez por motivos de segurança, já que eles estão num apocalipse Zumbi. 

















Gilberto Barros Brion Irons: É o chefe de polícia de Raccoon City. Ele é um cara corrupto, ganancioso, nojento, porco, escroto, lazarento, egoísta, egocêntrico, mentiroso e a porra toda, fora que existem várias acusações de estupro envolvendo o nome dele. Ele acoberta a Umbrella, a empresa farmacêutica do mal que é responsável por todo o caos na cidade, pois ele recebe um suborninho bem generoso (Algo em torno de U$10.000,00) pra manter sigilo. Ele também curte fazer uma taxidermia, e em seu escritório há várias cabeças de animais e estátuas também. Mas sabe o que é o mais bizarro nisso tudo? É que ele matou a filha do prefeito com a desculpa de que ela iria virar zumbi (Sendo que a guria talvez nem estivesse infectada), mas na real ele queria taxidermizar a garota para preservar a beleza dela. 
É sério, o cara fala da aparência dela com um tom meio pertubador, como se ele quisesse fazer coisas bizarras com ela, se é que você me entende. 








Momento em que Claire troca umas ideias com o chefe de polícia



Annete Birkin: É a mãe desnaturada da Sherry, e uma das pesquisadoras da Umbrella Corporation. Ela faz de tudo para proteger o trabalho dela e do marido, e tá cagando pra própria filha, apesar de ter ordenado que ela fosse pra Delegacia (No Remake é um pouco diferente isso, mas deixo pra falar depois). Annete aparece tanto na campanha de Leon quanto na de Claire.








William Birkin: O pai da Sherry, que é ainda mais desnaturado que a mãe. O cara ficou tão obcedado com o G-vírus, a sua maior criação, que esqueceu totalmente da sua família e foi perdendo a sua humanidade. A Annete pelo menos não virou monstrona, diferente do Birkin que é um digimon e tem várias transformações. Birkin será o chefe principal do jogo, e você vai enfrentá-lo várias vezes tanto com Leon quanto com Claire. Sendo que a sua forma final e suprema só é enfrentada no cenário B dos personagens (Que já falo sobre).












 


Digimon, digitais, digimons são CAMPEÕES!


Will Smith Marvin Branagh: Marvin é um policial que já aparece no jogo ferido e fadado a morrer, mas antes ele tem um propósito a cumprir: Ajudar o nosso personagem (Leon ou Claire) com instruções de como sair da delegacia. Mas como o maluco já está em pedaços ele não demora muito pra virar presunto de vez. No Remake ele tem mais destaque, mas falo sobre isso quando chegarmos lá. 














Há um outro personagem a falar, mas ele é tão único e foda que merece um tópico só pra ele, então daqui a pouco eu falo. 

CENÁRIOS A E B/ LEON E CLAIRE 

Diferente do primeiro jogo, no qual Jill era o modo normal e Chris o modo Hard, aqui em RE2, Leon e Claire de fato possuem suas próprias campanhas, passando por lugares diferentes (embora alguns sejam compartilhados), pegam armas diferentes e enfrentam diferentes formas do Birkin. Além disso, cada um tem personagens que complementam seus arcos. Leon tem Ada e Ben, enquanto Claire tem Sherry e o Brian Irons. E para ambos os personagens, temos a Annete, que interfere no caminho de Leon e de Claire. 

PORÉEM, nós temos dois cenários para cada personagem, sendo o cenário B um complemento do A e vice-versa. Em cada cenário, ocorrem coisas diferentes, há realocamento de itens, há novas áreas e nós temos o final verdadeiro do jogo. Porém, o cenário B de um personagem só é liberado quando você joga o cenário A de outro. Por exemplo, para liberar o cenário B de Leon, você precisa zerar o cenário A da Claire, assim como para liberar o cenário B da Claire você precisa zerar o cenário A de Leon. E você se lembra do que eu disse lá em cima, no começo da análise, sobre os discos? Pois bem, cada disco contém um personagem jogável, sendo o disco 1 do Leon e o disco 2 da Claire. Caso você jogue no PS3, você precisa reiniciar o jogo para trocar de disco (você pode fazer isso pelo menu do PS). 

 Mas calma, a parte mais legal eu ainda nem falei. Algumas escolhas que você faz no cenário A, vai interferir diretamente no cenário B do outro personagem. Por exemplo, haverá um momento do jogo em que, jogando com a Claire, você abrirá um armário na sala do arsenal, que contém uma Submetralhadora e uma pochete para aumentar o inventário. 



Você pode pegar as duas coisas, mas o recomendado é que você escolha apenas um dos dois e deixe o outro item para Leon. Supondo que você pegue a Submetralhadora, quando você chegar nessa área no cenário B de Leon (que provavelmente vai ser o próximo segmento que você escolherá jogar), o item que você não pegou com a Claire, no caso a Pochete, estará aí. Ou você pode deixar de pegar as duas coisas e encontrará ambos os itens com Leon B. 

 Cara, na boa, isso na época devia ser uma coisa muito revolucionária. Tipo, imagina você, um adolescente dos anos 1990, em pleno ano de 1998 (eu tinha 3 anos na época, já que a pessoa que vos fala nasceu em 1995), você põe Resident evil 2 pra rodar no seu Psone lindo e maravilhoso, e aí você decide começar jogando o disco 2, Claire A. Aí vai e você se depara com a situação acima e pensa: ``Não, pera, será mesmo que isso vai interferir no disco 1?´´. E aí, você pega a Submetralhadora e deixa a pochete pro Leon. Você zera o jogo e troca para o disco 1, iniciando Leon B. Você chega nessa parte e PIMBA, TEMOS APENAS A POCHETE LÁ! A sua reação deve ser algo assim: 



Leon A também tem coisas que interferem no cenário B da Claire. Mas deixa pra quando você for jogar. 
 Para resumo da ópera, os cenários B de ambos os personagens complementam com os cenários A deles, e jogando os 4 você precisa ir montando a história na sua cabeça, para saber o que é correto ou não, o que é canônico ou não. Ou seja, você precisa botar a cachola pra funcionar. Eu acho isso simplesmente INCRÍVEL, e é algo que não vi em nenhum outro jogo, não só na saga Resident Evil, mas em qualquer outro. Mas calma que isso vai ficar ainda melhor, por que no cenário B nós temos ele, o grande fodedor dos fodedores, O OBLITERADOR DE BRIOCOS!!



X GON GIVE IT TO YA 





Meu amigo, quando você iniciar a sua jornada no cenário B, prepare o seu ânus para se proteger de um armário chamado MR: X. O maluco é tipo o Kid Bengala, só que da Umbrella. 

O lance dele é o seguinte: Depois dos acontecimentos de Resident Evil 1 (Que na lore, se passa em Julho de 1998), todas as provas para encriminar a Umbrella foram destruídas na mansão, e a Umbrella, já sabendo que existem testemunhas vivas para denunciá-la, decide enviar 6 armas biológicas em Raccoon City, essas armas biológicas são conhecidas como Tyrants, que são figuras altas e extremamente resistentes, com o propósito de caçar e matar qualquer testemunha viva, já que a Umbrella tá com o cu na mão de algum X9 dedurar ela. E é aí meu amigo que o Mr:X entra na brincadeira. Com os seus 2 metros e meio de pura imponência, ele intimida qualquer jogador novato (e até alguns veteranos também). 
 


O maluco é calvo, tem mais de 2 metros de altura, tem cara de quem quer deixar um oco no seu rabo, tem 10kg em cada braço e provavelmente é parceiro de filmagens do Kid Bengala. Ele te encurrala num corredor estreito e sua única saída é confrontá-lo com os recursos que você tem. Você começa a atirar igual um demente pra cima dele, desesperadamente apertando o gatilho, enquanto ele continua avançando lentamente na sua direção, eis que você apela pra Shotgun e ele ainda não esbanja nenhuma reação. De repente, PÁ, ele te dá um tapão e você toma dano, e aí você aproveita pra tentar driblá-lo. Porém, você decide continuar metendo bala nele, e aí finalmente ele apaga e cai no chão, e junto com o seu corpo ele dropa munição de pistola, com mais quantidade do que você tinha antes de confrontá-lo, e quanto mais vezes você fizer isso, mais raras serão as munições dropadas, é uma boa forma do jogo te recompensar por encarar o seu medo, GENIAL! 

 Poréeem, quando você sai da área na primeira vez, aparece uma cutscenezinha do Mr:X levantando do chão, e aí você volta pro local e PIMBA, ele não está mais ali. Sabe quando você vai enfrentar uma barata, mas ela some da sua vista e você não sabe mais onde ela está? É tipo isso, e agora você tem que lidar com um Tyrant grandão te perseguindo com fome de brioco por todo o jogo, e ele só será confrontado de vez no final, que aí sim ele vira um boss. 

 Sabe o que eu acho ainda mais daora nisso tudo? É que o boss final do Resident Evil 1 é um Tyrant também, só que aquele bichão feio era apenas um protótipo e você só o enfrentava no final do jogo. Agora você tem que lidar com uma versão aperfeiçoada dele te enchendo o raio do saco durante o jogo todo. Boa sorte (você vai precisar ehaeaheauehaueahe) 


TÁ, MAS COMO FUNCIONA O JOGO? 

Ahhhhh, eu já falei tanta coisa dele e vi que ainda não falei nada sobre a gameplay em si, e como são as mecânicas do jogo. É claro que em pleno 2023 todo mundo já deve estar careca de saber que os Residents mais antigos possuem uma câmera fixa, mas eu vou mostrar de forma mais aprofundada e com a minha visão.  

Para começar, o game tem um estilo de câmera fixa, isto é, a câmera fica 100% estática, e ela só muda na hora que você vai para um outro canto do cenário, mas ela fica paradinha, e te dando uma visão isométrica de todo o paranauê que está ali. Em áreas mais abertas, a câmera tente a fornecer uma visão mais ampla sobre o local, e em áreas estreitas, a câmera tenta mostrar o mínimo possível para dar tensão ao jogador, e nunca saber o que aguarda na próxima curva, ou na próxima porta a ser aberta. 




Ao aparecer um inimigo, você deve posicionar o seu personagem a fim de alinhá-lo de maneira que ele esteja mirando no inimigo, e com uma câmera fixa e posicionada de outro ângulo, acaba dificultando um pouco na hora, fora que se você for correndo igual pobre pra pegar o ônibus a tempo, você pode virar para um corredor e se deparar com um zumbi te agarrando e dando um beijo na boca em você. Então vá com calma! 

Mas não só de combate vive Resident Evil 2 (Na verdade quase todos os jogos da saga não se sustentam apenas nisso), o game é composto, principalmente, por leva e traz de itens, gerenciamento de inventário, puzzles e files. Vamos analisar cada um deles. 


LEVA E TRAZ: O leva e traz, também conhecido como BACKTRACKING,  é um elemento fundamental para a fórmula do sucesso de Resident Evil. Ele é nada mais e nada menos que você ir e vir de vários lugares, diversas vezes, para realizar um objetivo em específico. Por exemplo: Você vai passar pelo hall principal da delegacia várias vezes, mas sempre com algo diferente no inventário. Na primeira vez você vai para falar com o Marvin, depois você vai para outra sala, depois você vai voltar com uma chave que vai te permitir pegar um item que vai abrir uma porta em outro lugar, depois você vai voltar aqui com outro item que você pegou na sala que você saiu agora para que você possa abrir uma porta que estava trancada e por aí vai. 



Esse elemento do jogo traz uma sensação de mundo semi-aberto, onde há muitos cômodos e lugares para você ir, e em cada cômodo você vai ter itens diferentes e coisas para resolver. E desta maneira, muitos cômodos são interligados um com o outro. Há mais dois cenários no jogo, que são os esgotos e o laboratório subterrâneo da Umbrella(A Capcom tinha um fetiche extremo com isso na época), mas a maior parte se passa na delegacia (Eu diria que 80% do jogo é na delegacia). 



GERENCIAMENTO DE INVENTÁRIO: O fator citado acima está intimamente relacionado com este que falaremos agora. O inventário do jogo, tanto de Leon quanto de Claire é limitadíssimo, havendo apenas 8 slots para você guardar itens, e algumas armas ocupam 2 slots, o que complica ainda mais as coisas. Mas pelo menos não é igual ao RE1, onde jogar com o Chris te dá apenas 6 slots de inventário, ou seja, não dá pra carregar nada praticamente kkk. 
Para ajudar, existem as item boxes, que são baús onde você guarda os itens que você coletou no jogo. Existem vários item boxes espalhados no jogo, mas os seus itens são transportados para todos eles. Por exemplo, se você guardar a escopeta dentro do baú que está no hall da delegacia, não se preocupe, você poderá pegar a escopeta de volta a partir de qualquer outro baú no jogo. Saiba bem o que você vai carregar, para evitar que você tenha de pegar um item e não ter espaço no inventário. 



É possível guardar literalmente qualquer item dentro do baú, então use isso ao seu favor. 


PUZZLES: Os famosos quebra-cabeças, aqueles enigmas espalhados no jogo que te botam pra pensar, para que você possa resolvê-los e avançar na história. Os Puzzles são uma parte fundamental para o escopo da franquia, e com RE2 não seria diferente. 
Existem muitos jogos que possuem puzzles também, e uma das maiores referências é de um jogo que também lançou em 1998, The Legend of Zelda Ocarina of Time. Mas os de Resident tem uma pegada um pouco diferente, já que estamos em um clima de survival horror. Por exemplo, tem um em que você precisa posicionar duas estátuas para liberar uma jóia, que vai lhe dar uma chave. (Sim, a explicação ficou raza de propósito, para que você mesmo descubra ao jogar :D) 


Não é esse o puzzle que falei acima, mas é um outro que está no jogo sim. 


FILES: Pra quem não manja dos ingrêix, files são os arquivos que a gente lê no jogo. Lembra que eu falei lá em cima, no começo da análise, que você precisa coletar e ler cada file que encontrar no jogo, se não você não vai ter todo o entendimento da trama? Pois é, mas não apenas isso, como alguns files contam um pouco mais sobre alguns personagens (Por exemplo, você só vai saber que o Brian Irons é um desgraçado se você ler os files), e também dão dicas de como resolver certos puzzles, e a localização de alguns itens, como armas e chaves. Então larga de preguicinha e vai ler! 
E não só de files, mas você pode também clicar em CHECK nos itens que estão no seu inventário para que você possa ter mais informações dos mesmos, assim como também dá pra checar objetos e coisas do cenário. Vai por mim, isso ajuda bastante. 



SAVE ROOM: Ao longo do jogo, existem algumas salas que são 100% seguras, salas que não possuem inimigos e o MR:X não te persegue. Nestes locais é possível salvar o jogo e abrir o baú de itens que mencionei lá em cima. Entretanto, nos primeiros Residents lançados (1, 2, 3 e Code Verônica) você salva o jogo em uma máquina de escrever. Até no RE4 você salva numa máquina dessas, que ficou ausente no 5 e 6, no 7 foi substituído por um gravador e no RE8 a máquina de escrever voltou. Porém, até o Code Verônica, para que você possa salvar o seu jogo você precisa de um item chamado Ink Ribbon, que é tinta para a máquina. Você gasta 1 Ink Ribbon para cada save que você realiza, ou seja, você não vai poder salvar o jogo adoidadamente, mas também não precisa se preocupar tanto, já que o Ink Ribbon não é um item tão escasso assim. Administrando bem, dá pra você zerar o jogo com vários deles sobrando. 



ARSENAL

As armas de Resident Evil são um show a parte, isso se deve a três fatores: O primeiro é que algumas destas armas não estamos acostumados a ver em outros jogos, não só do mesmo gênero, mas até de shooters e jogos mais de ação. O segundo é que as armas possuem peças de upgrades que ao serem encontradas, podem ser instaladas nas armas. Exemplo: Uma coronha reforçada pra uma escopeta. E o terceiro fator é que mesmo as armas que nós conhecemos e existem em tantos outros jogos, em Resident elas são tratadas de formas diferentes, você vai entender com as categorias abaixo: 


PISTOLAS: As pistolas são as armas básicas de qualquer Resident Evil. Armas de pequeno porte, fáceis de usarem e possuem munição em abundância no jogo. Porém, elas causam pouco dano, e é preferível que elas sejam usadas apenas nos zumbis normais e naqueles CACHORROS FILHOS DUMA PUTA QUE PULAM PRA CIMA DE VOCÊ DO NADA.

METRALHADORAS: Nesta categoria, temos as submetralhadoras e rifles de assalto também. São armas automáticas que causam bom dano e são ótimas para limpar um corredor ou uma sala cheia de inimigos, mas em RE 2 não há munição para elas ao longo do jogo, ou seja, a munição é o que tá na arma (contado em porcentagem) e acabou. Em RE2, temos duas armas desta categoria.  

ESCOPETAS: São armas de cano longo que causam um bom dano, a munição é encontrada moderadamente no jogo, e são a melhor escolha para curta distância, já que elas podem matar vários inimigos juntos, e se mirar na cabeça, é 100% de chance de estourar os miolos do zumbi. Porém, elas não são muito efetivas a longa distância.

MAGNUNS: São pistolas com um poder de fogo muito alto, ou seja, são capazes de matar a maioria dos inimigos com um só disparo, além de causarem um bom estrago. Porém, a munição de Magnum é muito escassa no jogo, é quase como encontrar diamante. Só utilize na luta contra chefes. 

LANÇADORES: Armas que disparam algum projétil especial, como lança-granadas ou lança-mísseis por exemplo. 

OUTROS: Esta categoria é atribuída àquelas armas que você olha e pensa: ``Que foda, mas não sei aonde classifico essa porra kkkkk´´. Em RE2 temos duas armas desta categoria, e as duas pertencem a Claire. Abaixo vou apresentar a vocês as armas do jogo. 

Existem outras categorias de armas também, como Rifles de precisão por exemplo, mas só existem em alguns jogos da saga, ou seja, aqui em RE2 não tem. 


Vamos começar pelas armas da Claire Redfield (Também conhecida como o amor da minha vida <3) 



Browning HP (Pistola): É a pistola da Claire (HMMM PISTOLA DA CLAIRE?? ( ͡° ͜ʖ ͡°) ) na qual ela inicia o jogo. Por ser a mais fraca, dê preferência em usá-la contra os zumbis, corvos e os cães (Exceto se tiver muitos cães, que é o que acontece na maioria das vezes). Tem capacidade pra 13 balas e não tem melhoria pra ela, que pena. 





GM 79 (Lança-Granadas): A primeira arma que você provavelmente vai pegar com a Claire (Eu digo provavelmente porque graças ao leva e trás, dá pra você fazer várias coisas em ordens diferentes em cada jogada), já é logo esse trabucão que dispara 3 tipos de granadas: Incendiárias, de ácido e explosivas. As incendiárias são boas pra fazer churrasco de Ivys, as de ácido são boas pra derreter os Lickers, e as explosivas....elas explodem (DUUH)




BOW GUN (Balestra): É uma arma que dispara 3 virotes de uma só vez, em direções diferentes. Eu classifico ela na categoria OUTRAS, já que nem sei aonde botá-la. Mas é uma arma muito útil para controle de multidões, e se você usá-la perto o suficiente de um zumbi, ÀS VEZES você mata ele de primeira. 





MACHINE GUN (Metralhadora): É uma MAC.11 com um cano longo. Ela é mais fraca que a pistola inicial, mas por ser uma fucking submetralhadora, ela acaba sendo mais útil. Você estraçalha os inimigos rapidinho com ela, e dá pra limpar um corredor em segundos. Porém, não há munição para ela ao longo do jogo, e ela ocupa dois slots no inventário, então fica ligado. 





SPARK SHOT (Fuzil de eletrochoque): É uma arma que dispara projéteis de altíssima voltagem, que eletrocuta os inimigos, fritando-os e garantindo a janta de zumbi frito. Também não há munição para ela ao longo do jogo, mas ela é uma arma bem econômica, e cada disparo equivale a 3% do uso da arma. Causa um bom dano, mas ocupa 2 slots no inventário, então fica ligado. 




COLT S.S.A (Revólver de alto calibre): É um revólver de calibre alto que você encontra se cumprir uma certa exigência do jogo, que é não pegar nenhum item no começo, e assim vai aparecer o Brad Zumbi (personagem de RE3 Nemesis) na entrada da delegacia. Você vai matá-lo e vai pegar uma chave, e com essa chave você vai abrir um armário que tem essa arma e uma roupa. Ela é mais forte que uma pistola comum e é mais rápida, mas carrega apenas 6 tiros por vez. 
Parece que com esta arma a Capcom já tinha Red Dead em mente e deu uma incorporada bem de leve em RE2 (Você sabia que foi a Capcom que criou a franquia Red Dead? Mas foi a Rockstar quem comprou os direitos depois e hoje temos Red Dead Redemption) 




Okay, agora vamos para as armas do Leon. 



H&K VP70 (Pistola): A pistola inicial do Leon. Tem capacidade para 18 balas e assim como a Pistola da Claire (( ͡° ͜ʖ ͡°)), dê preferência em usá-la contra zumbis, corvos e aqueles CACHORROS LAZARENTOS AARRGHH!!!!!!






H&K VP70 Burst Fire mode (Pistola melhorada): É a mesma arma acima, só que com uma coronha que permite disparar rajadas de 3 tiros, fazendo a arma virar praticamente uma metralhadora. É muito útil, só que ela detona o seu estoque de munição. Essa arma é conhecida também como Matilda, já que ela retorna em RE4 com esse nome. E foi tão bem aceito que a própria Capcom adotou esse nome para ela nos jogos posteriores. 




REMINGTON M1100-P (Shotgun): A famosa 12, a punheteira, aquela que estoura coquinhos com a maior facilidade. Porém, como ela tem cano curto, você tem que estar praticamente dando um beijo na boca do inimigo para usá-la de forma eficaz. Mas se você mirar na cabeça, curta o show de cabecinha estourando (Que delícia cara) 





REMINGTON M1100-P COM UPGRADE (Shotgun): É a mesma 12 citada acima, mas com peças de upgrades. Com estas melhorias, ela ganha um cano extendido e uma coronha, então você nem precisa perder o seu BV com um zumbi para matá-lo, ela tem mais poder de fogo e carrega 7 balas na magazine. Porém, ela é lenta e cada tiro dela é um coice de cavalo. 





DESERT EAGLE .50 (Magnum): É uma fucking Desert Eagle. Mas lembra quando eu disse que certas armas possuem um tratamento diferente em RE? Pois bem, se fosse em um jogo de tiro ou ação, a Desert seria apenas uma ``pistola´´, por mais forte que seja. Mas em RE, ela é uma magnum, e ela causa mais dano que qualquer outra arma no jogo (Com exceção de uma ou outra que jajá eu falo). Essa porra faz estrago, e use-a apenas contra chefes.




DESERT EAGLE .50 UPADA: A mesma arma acima, só que com um cano extendido, ou seja, como se ela não fosse forte o suficiente, agora tá um absurdo de forte, e consegue matar vários zumbis enfileirados. Ao custo de ter um puta coice de uma mula, mas como eu tô ligado que você já tomou vários coices das suas crushes então isso aqui vai ser de boa. 





FLAMETHROWER (Lança-Chamas): Huuull Neném, agora tu vai fazer um churrascão e vai chamar a galera. Mas saiba que a arma não tem munição no jogo, tem alcance curto, o dano é uma bosta, o combustível acaba rápido e ocupa 2 slots no inventário. MAAAAS, ela é bem útil contra as Ivys, que são aquelas plantonas do laboratório. Então use contra elas!





STINGER (Rocket Launcher): Bom, é um fucking lança-mísseis, a arma mais poderosa do jogo e da maioria dos jogos da franquia também. Ela é obtida só no final do jogo, mas dá pra liberar uma versão dela com munição infinita ao zerar o cenário A no normal, em menos de 2 horas e meia. Prepare-se para fazer SpeedRun. 




Além da Rocket Launcher, há também mais uma outra arma no jogo que você pode obter com munição infinita: 



GATLING GUN (Metralhadora): Uma fucking metralhadora giratória pra você fazer carne moída dos inimigos. Ela pode ser desbloqueada ao zerar o cenário B com Rank A ou B, em menos de 2 horas e meia. Tanto a Rocket Launcher quanto a GG podem ser usadas tanto por Leon quanto por Claire, já que as armas estarão no baú dos personagens após cumprir os requisitos. A MAC.11 também pode ser desbloqueada com munição infinita. 





KNIFE: Eu esqueci de falar da faquinha, mas ela é uma arma pra você usar no desespero, quando você estiver sem munição e tem pros dois personagens. Você começa o jogo com ela já. 





O legal de ter todas estas armas disponíveis, e ainda a Rocket Launcher e a Minigun infinitas, é que isso acaba contribuindo para o fator replay do jogo. A Capcom entende que a replayabilidade é importantíssima em um game, e desde muito tempo que ela consegue fazer isso muito bem. Você vai rejogar o game para liberar as armas mais poderosas e depois vai zerar de novo usando elas. Além disso, o leva e trás de itens permite que você jogue de muitas maneiras diferentes, já que você pode fazer diversas coisas na ordem que você preferir e em todas as gameplays. E sabe o que contribui ainda mais? 

RANDOMIZER: É um modo de jogo que literalmente randomiza todos os itens do jogo. Tudo fica fora de lugar, todos os itens e equipamentos são coletados em lugares totalmente diferentes, e eu acho isso ó...GENIAL! Uma pena que a Capcom não trouxe isso para os RE mais recentes, é algo que só tem nos mais antigos mesmo. 



AMBIENTAÇÃO E TRILHA SONORA 

Eu não sei vocês, mas para mim, a ambientação e a trilha sonora são dois fatores que andam de mãos dadas o tempo todo, e isso vale para qualquer obra existente, não só para games. 

A ambientação de Resident Evil 2 é simplesmente maravilhosa e marcante. Eu disse lá em cima, que Resident Evil 1.5, ou podemos chamá-lo de ``o antigo RE2´´, tinha uma delegacia completamente genérica, que parecia ter sido tirada de qualquer filme de ação famoso na época. Este foi um dos motivos de Resident Evil 2 ter sido reiniciado. A delegacia de RE2 é simplesmente maravilhosa, e ela é muito viva no sentido de que os cômodos estão o tempo todo falando com você. O clima do jogo se comunica contigo o tempo interio, e sempre há alguma coisa de importante para fazer nas áreas, e muitas delas se conectam de alguma maneira. 
Você sente que ao virar a esquina, há algo lhe aguardando. Você sente que ao resolver um determinado puzzle, a porta de algum lugar irá se abrir. Somando isto com o Leva e trás, posso dizer que a delegacia, também conhecida como RPD (Raccoon Police Department), é muito mais viva e completa do que um monte de mundo aberto de jogo AAA que temos hoje em dia, e o remake desse jogo conseguiu deixá-la ainda melhor, mas falo mais sobre isso daqui a pouco. 

 A Delegacia é onde se passa a maior parte do jogo, mas uma pequena parte dele são nos esgotos, onde temos aquelas aranhas gigantes, e no laboratório da Umbrella, que funcionam da mesma maneira (Apesar do esgoto ser bem mais linear, mas tudo bem, já que é um trecho mais breve do jogo). 




E a trilha sonora do jogo é simplesmente incrível, toda a trilha sonora da franquia Resident Evil está entre as minhas favoritas dos jogos. A música do Hall de entrada da delegacia remete a uma atmosfera de calmaria, mas ao mesmo tempo de suspense, pois apesar de você estar de boas, você sabe que não está seguro, e para onde você ir, pode se deparar com inimigos prontos pra te deixar um oco. A música de save room causa uma tranquilidade e alívio, pois você sabe que ali você está seguro, e te dá um tempo para recuperar o fôlego antes de voltar para a ação e mistérios. 

 As músicas de chefes também são ótimas, mas sabem qual é a minha track favorita desse jogo? 

THE SELF DESTRUCT SYSTEM HAS BEEN ACTIVATED!!!

Continue lendo o post escutando isso aqui

SIM, como de praxe na franquia, no final dos jogos, do 1 ao 5 (E o Code Verônica também) temos o clássico Self Destruct System, que é quando você tá na reta final do jogo e o local onde você está começa a ir pro caralho. Você sabe que aquele local vai explodir e então você começa a agir sob pressão. Mas você ainda não pode ir embora do local porque você tem uma tarefa importante a fazer, e isso te deixa ainda mais tenso. E quando você consegue cumprir o que tem que fazer e está quase abandonando o local, o que que acontece? isso mesmo, temos uma BATALHA FINAL! 



Lembram do William Birkin? O pai super desnaturado da Sherry? na reta final do jogo o maluco vira um Digimon nível MEGA, e nessa forma ele vira um cachorrão mutante misturado com um xenomorfo cheio de dentes afiados, olhos e sabe lá mais que porra é essa. Mas sei que é a personificação do terror, e a música de batalha do Birkin mutado reforça esse clima. Um tema intenso, com um leve coro de fundo e reforçando a urgência da fuga e da sobrevivência, ainda mais que o local está prestes a explodir! 

A LUZ DE ESPERANÇA E AMOR NUM MUNDO DE TREVAS E MEDO

Este tópico é para falar sobre o quão bem construídos são Leon e Claire nesse jogo. Eu já dei uma rápida pincelada sobre ambos no tópico de personagens, mas as nossas estrelas do rolê merecem destaque. 
 Leon é um policial em seu primeiro dia de trabalho, que tem um grande senso de honra e de justiça. Ele não hesita em ajudar os outros, e não hesitou ao erguer a sua mão para ajudar Claire no meio do caos que estava Raccoon City. Leon vira gado da Ada não mede esforços também para ajudar Ada em sua tarefa (além de que ela tinha informações sobre a Umbrella que ele precisava saber). Ada, a princípio, estava lá por objetivos próprios, mas ela acaba repensando algumas coisas ao ver Leon sendo tão justo e honrado como ele é, o amor arrastando pessoas para o bem. E mesmo que a cidade esteja indo pro saco, Leon ainda assim não deixa de exercer o seu papel como policial e ajudar quem precisa. 

 Claire, na procura por seu irmão e conhecendo Sherry, ela transmite segurança e conforto para a garota, que tem apenas 12 anos de idade e estava a dias procurando pelos seus pais, e tomada pelo medo. Claire acabou sendo muito mais mãe para Sherry do que a própria Annete. E a preocupação que ela tem pelo seu irmão Chris é totalmente evidente nesse jogo, e em Code Verônica fica ainda mais evidente. Claire não hesita em ajudar quem precisa, ela é dona de um coração muito bondoso, e viu em Sherry alguém que precisava de ajuda, deixando a garota feliz. 
 
 Este é o tema de Resident Evil 2: O Amor. Leon e Claire trouxeram amor e esperança em um cenário domado pelo caos e pela ganância humana. Numa cidade onde as pessoas se transformaram, aqueles quem deveria protegê-las são, na verdade, os responsáveis por toda a desgraça ocorrida. O chefe de polícia Brian Irons, o homem que deveria cuidar da sua cidade como sua casa, na verdade acoberta a Umbrella e lucra em cima das mortes. William e Annete Birkin, aqueles quem deveriam criar medicamentos para cuidar das pessoas, criam um vírus mortal. Enquanto Leon e Claire, que não tem nada haver com a situação, simplesmente chegaram lá e transformaram tudo, tanto que tem um final feliz deles fugindo com a Sherry. 




E é a partir daí que a gente fica puto com essas adaptações Live Action do Paul W. Anderson e daquela série nojenta da Netflix. Os caras além de não saberem fazer adaptações decentes, eles não sabem do que Resident Evil se trata. Não é sobre matar zumbis pra sobreviver, mas sim é sobre cooperação e amizade, é sobre pessoas boas ajudando umas as outras para trazer esperança num mundo devastado pela ganância e egoísmo. E também NÃO é sobre apocalipse Zumbi. Existe sim a ameaça bioterrorista no mundo, existem sim lugares que foram destruídos, mas o mundo continua de pé, a sociedade continua normal, e isso é uma das coisas que molda a fórmula da franquia, pois você nunca sabe aonde será o próximo ataque bioterrorista. Se você mete um apocalipse zumbi, com o planeta devastado e havendo apenas sobreviventes e zumbis, você mata essa parte da identidade da franquia. 

Mas sabe o que é mais engraçado nos filmes do Paul W Anderson? (Além do fato da Alice ser overpower), é que o mundo acabou, não tem mais sociedade, só existem sobreviventes lutando contra zumbis, mas MESMO ASSIM a Umbrella continua produzindo diferentes tipos de vírus para vender. Tipo, mano, o mundo acabou, quem é que vai comprar os vírus? HEAUEHASIAHEAUEHAE. 

 

Mano, olha a cara de safado desse Wesker, parece que ele tá com roupa de dominatrix HEAUEAHEUAE. 

OS MODOS EXTRAS 

 RE2 tem alguns modos extras, que são liberados após concluir os cenários do jogo, ou após conseguir alguma pontuação específica, tipo tirar Ranking A nos cenários A e B de Leon e Claire , ou seja, difícil pracaralho heaueaheuaehae. 




O modo Extreme Battle traz 4 personagens jogáveis: Leon, Claire, Ada e Chris (protagonista do 1º jogo). Neste modo, você começa no laboratório e deve recuperar 4 bombas para acabar com a infecção de Corona Vírus G-Vírus do local. 



O 4º sobrevivente mostra um outro lado da história, de uma lenda viva chamada HUNK, o soldado de elite fodão mais pica da galáxia do universo, que fazia parte da equipe de busca da Umbrella para recuperar o G-Vírus. Ele é o único sobrevivente da sua equipe, e neste modo de jogo você deve ir até o heliporto da Delegacia para poder ser resgatado por um helicóptero e meter o pé dali. Esse modo é difícil pra caralho, porque tem mais inimigos que falsianes de redes sociais e os recursos, embora sejam o suficiente para passar pelos locais, eles são extremamente contados, ou seja, você tem que fazer cada tiro valer a pena. (Dicas do Joel de TLOU 1). 



Não sei quem, mas alguém na Capcom fumou umas boas toneladas de baseado Argentino e achou que seria uma ótima ideia trazer um modo de jogo onde você joga com um queijo suíço, o To-Fu sobrevivente. E essa pessoa tava certa, porque realmente foi uma boa ideia e eu adorei OEAHEAOEAHEA. É igual o 4º sobrevivente, só que você joga com um queijo suíço. 

De todo modo, são ótimos modos de jogo e prolongam a vida útil do jogo, que já era alta por si só. 

AS DIFERENTES VERSÕES

Na real não há muito o que dizer sobre isso, então vou dar uma pincelada rápida só pra não passar em branco. 
RE2 teve muitas versões, e no mesmo ano, em 1998, foi lançada a DualShock Version para Psone, que tem suporte ao analógico e adiciona os modos de jogo citados acima. Além de trazer também o Arranged mode com a dificuldade Rokie, que é voltada pra quem é super noob da franquia huehueuu. 
Também recebeu versões de DreamCast, PC (Uma em 1999, na versão Platinum, e outra em 2006, pela SourceNext, esta tem suporte a mods), Nintendo 64, Nintendo GameCube e pasmem, até pro Game.com, sim, o console falido da Tiger. 
Na versão de Nintendo 64, além de ter uma resolução levemente superior, é possível jogar tanto com Leon quanto com Claire em um único cartucho, ou seja, sem necessidade de trocá-lo. Porém, isso custou o Extreme Battle desta versão :( 
E a edição de Game.Com é toda zoada por conta da limitação do console. O jogo é todo em preto e branco, é 8 bits e tem só a parte do Leon. A campanha da Claire estaria em desenvolvimento também, mas devido ao fracasso do console, o desenvolvimento do segmento dela foi cancelado. 


O REMAKE DE 2019 




Agora sabe uma versão que NÃO foi um fracasso, mas sim um sucesso estrondoso de vendas e de críticas? É o Remake MARAVILHOSO lançado em Janeiro de 2019 para PS4, Xbox One e PC. Gente, sério, que jogo maravilhoso, que remake lindo, que remake exemplar, que jogo delicioso. Esse remake é muito, mas MUITO maravilhoso, e foi graças a ESSE jogo que eu me apaixonei de vez pela franquia Resident Evil, ao ponto de colocá-la entre as sagas de jogos que eu mais amo na vida. É graças a esse jogo que a franquia está no meu TOP 10 de todos os tempos. Mas vamos explicando isso direitinho. 

Para começar, o jogo foi anunciado em 2015 pela própria Capcom, mas ele só ganhou o seu primeiro trailer em Junho de 2018, na E3 daquele ano, e já com data de lançamento: 25 de Janeiro de 2019 (Sexta). Embora a Capcom sempre se refira a esse jogo como uma reimaginação, ele não deixa de ser um remake, já que ele traz de volta a experiência de RE2 de 1998 para os dias atuais, ainda que reimaginado. Eu falo isso porque tem gente que é chata que fica de mimimi falando ``Aiin mas a Capcom NUNCA falou que é remake, é uma reimaginação, não tem nada a ver.´´. Mas enfim, o jogo foi todinho feito na RE Engine, que na minha opinião é uma das melhores engines que existem na indústria hoje. Sério, eu sou uma BITCH dessa Engine. 



Gente, sério, olha a Claire como ela tá perfeita! Ela é muito o meu docinho de coco S2. Foi nesse jogo que eu conheci ela melhor e passei a considerá-la a minha personagem favorita dos games, e eu vou explicar isso melhor jajá. 

A história é basicamente a mesma do jogo original: Leon é um policial novato que vira gado da Ada que se apaixona pela Ada mas tem que exercer o seu papel de policial, Claire procurando pelo seu irmão Chris porque ele roubou as calcinhas dela porque ele tá sumido a 2 meses e aí acaba virando mamãe da Sherry.  Mas apesar da história ser a mesma, existem MUITAS diferenças no roteiro. Na verdade, esse jogo tem MUUUUITA coisa diferente do original, tanto na narrativa quanto nos itens do jogo e seus elementos. Tem novos puzzles, novas armas e etc. Mas fique tranquilo, pois 99% destas diferenças são para melhor. 

Eu tenho um arsenal de motivos para elogiar esse remake e dizer o quanto eu o amo. Mas antes de começar a rasgá-lo de elogios, primeiro eu vou dar um esporro nele porque eu preciso apontar o ÚNICO PROBLEMA que ele tem. Diferente das minhas análises anteriores nas quais eu aponto erros que ninguém nota, esse erro em questão é algo que todo mundo reclamou e todo mundo concorda, então eu não sou o único. 

PUTA QUE PARIU CAPCOM, O QUE CARALHOS VOCÊ FEZ COM O CENÁRIO B DESSE JOGO????????



Mano, uma das coisas mais legais de RE2 é justamente esse lance dos cenários A e B de Leon e Claire, para você ver acontecimentos em perspectivas diferentes, e em ordens diferentes e ir montando a história na sua cabeça. As escolhas que você faz no cenário A interfere no B do outro personagem, além de que funcionam como complementos para a trama, trazendo muitas mudanças. Já no Remake a Capcom simplesmente cagou pra isso e transformou o cenário B em um ``tanto faz´´ dos personagens, que aqui é chamado de ``Segunda jornada´´, mas vamos chamá-lo de cenário B mesmo assim

 As únicas mudanças do A para o B são que a gente começa o jogo na parte de trás da delegacia, o Marvin já virou zumbi, ALGUNS itens trocam de lugar, as resoluções de puzzles mudam, o Mr:X já está na delegacia te procurando, temos uma arminha nova e temos o final verdadeiro (pelo menos isso eles mantiveram). 
Okay, não são tão poucas diferenças assim, mas comparado com o original de 1998, deixou muito a desejar, já que você percorre os mesmos caminhos do cenário A, mudando apenas um pouco a ordem das coisas. MAS CALMA que isso nem é tudo, Leon e Claire, mesmo no cenário A, eles passam EXATAMENTE PELOS MESMOS LUGARES, e enfrentam os mesmos chefes. O que muda no segmento deles são alguns lugares que eles passam, os personagens de cada núcleo (Ada e Ben para Leon e Sherry e Brian para Claire), as armas e o penúltimo boss (Do Leon é o Mr:X full putaço e da Claire é o Birkin digimon nível Mega). Tudo bem, tá certo que no original eles também fazem as mesmas coisas às vezes, mas lá isso é bem mais controlado, não foi feito de forma tão preguiçosa como ficou no Remake. E agora graças a essa incoerência das campanhas, a gente nem sabe mais o que é canônico ou não. 
E o pior é que isso não é tudo. Enquanto no original Claire e Leon se comunicam pelo rádio de vez em quando, inclusive quando a Claire encontra a Sherry, no Remake, as interações dos dois são praticamente inexistentes. Os dois se conhecem no começo do jogo, chegam juntos na cidade e depois se separam. Na delegacia tem uma cutscene deles se encontrando e conversando (rola até um flerte nessa cena, tão fofinho <3) e depois disso os dois só vão se encontrar bem no final do jogo. Ou seja, eles passam o jogo todo sem nem se falarem. Você até encontra um file ou outro da Claire falando com o Leon e vice-versa, mas não é a mesma coisa. 

Capcom, eu te amo, mas eu não vou passar pano pra isso não. Eu critico o que tem que criticar e elogio o que tem que elogiar, é simples assim! É apenas por esta razão que esse remake não foi perfeito. É uma falha gravíssima e espero que esse tipo de coisa nunca mais se repita para os próximos jogos. (Desconsiderem RE3 Remake) 

Pois bem, agora que já critiquei o que tem que criticar, vamos começar a elogiar esse jogo maravilindo!

1: RE ENGINE: Começando pelo mais óbvio, o gráfico de RE2 é simplesmente absurdo de lindo. Graças a essa Engine, a Capcom consegue trazer imagens fotorrealistas dos jogos e assim aumentar a atmosfera dos mesmos. No caso do RE2 Remake, o terror dele está ainda mais insano que no original, com muito gore e uma atmosfera ainda mais aterrorizante. Mas não só de visual se sustenta uma engine, ela é uma das mais bem otimizadas que temos, além de trazer uma jogabilidade extremamente deliciosa e divertida. Gráficos realistas, gameplay gostosa, bem otimizado, modelos de personagens incríveis, sério, essa Engine é tudo <3 



2: CORTES E ADIÇÕES: Sim, além do cenário B, algumas outras coisas foram cortadas no remake também, mas eu diria que foram coisas até benéficas para o game. As aranhas gigantes e a mariposa gigante também foram cortadas, mas sinceramente eu nem senti falta, ainda mais que muitas pessoas têm aracnofobia (não é o meu caso, mas mesmo assim eu tenho aversão àquelas porras encapetadas de 8 patas e 200 olhos). Eu vi gente dando é graças a deus por terem tirado esses bichos, e de fato, pra mim também não fizeram falta nenhuma. Outra coisa que também foi cortada foi uma das armas da Claire, que no caso é a besta. Mas em compensação, no lugar da besta a Claire tem uma nova arma, que é a SLS 60, um revólver pequeno que por natureza é uma pistola, mas depois de adquirir uma peça de Upgrade, ele vira uma Magnum. Falo mais sobre isso adiante. 

 Já sobre as adições, a parte do esgoto está muito mais extensa e encorpada, tem muitos puzzles novos (Eu sinceramente acho a maioria dos puzzles do original bem meia boca, mas do remake são muito bons!), novas áreas, mais itens, muitos files novos, novas skins e uma complexidade maior na questão de puzzles e obtenção de certos itens também. E além disso, temos uma nova área no jogo, que é o orfanato, no trecho onde jogamos com a Sherry. Pra mim foi uma puta adição maravilhosa! 

 Em suma, o único corte realmente maléfico foi do cenário B dos personagens, sendo substituído por uma segunda jornada bem tanto faz, tendo apenas o final verdadeiro e uma arma nova como relevantes. Mas os demais cortes eu achei benéficos pro jogo, além das inúmeras novidades tragas.

3: PERSONAGENS MAIS BEM TRABALHADOS: Uma das melhores coisas que o Remake trouxe foi um desenvolvimento MUITO melhor de personagens. No original, a gente só conhecia de fato a maioria dos personagens apenas por files. Já no remake eles demonstram suas personalidades e emoções já nas cutscenes e diálogos. Eu poderia ficar um tempão aqui dizendo o quão mais bem trabalhado e humanizados estão os personagens, ao ponto de você sentir emoção com eles. Até mesmo o Ben, o jornalista que encontramos com o Leon, mesmo tendo um tempo de tela menor que no original, ainda assim ele causou mais impacto e relevância do que no jogo de 1998. Claro que isso não chega a nível The Last of Us da vida, mas também não tem a obrigação de ser. Falarei apenas da Claire com a Sherry e do Ratinho Brian Irons.



O chefe FDP: No original a gente já sabia que o chefe era um doente. Porém, a gente só tinha acesso a sua paunocuzisse se lêssemos os files do jogo, já que em cutscene ele agia meio que normalmente. Ele até expressava um pouco a sua canalhice, mas você tinha que ser bem observador pra sacar isso. Já no remake, a filha-da-putisse dele já é exposta no momento que esse bosta aparece. A maneira como ele age e como fala já deixa subtendido o quão cretino e escroto ele é. Um homem ganancioso, egoísta, mentiroso e pau no cu.





Claire maravilhosa <3: Se por um lado o chefe de polícia é um canalha lazarento, por outro a Claire demonstra o quão altruísta e bondosa ela é ao procurar seu irmão e principalmente ao ajudar a Sherry, uma garotinha indefesa de 12 anos na qual ela nem conhecia. No original, a Sherry abraça a Claire logo nos primeiros segundos em que as duas se conhecem (HEUHEUAEH), já no remake, a Sherry vai se abrindo com ela bem aos poucos, e a Claire vai se simpatizando com ela junto. 



A RE Engine acaba ajudando nisso também graças as expressões faciais dos personagens, que são exibidas não só em cutscene mas também em gameplay. Capcom, eu já disse que eu te amo? S2 


4: X GON GIVE IT TO YA, SÓ QUE MELHORADO: Se aquele Tyrant já dava medo no original, se prepara porque no remake o bicho tá muito mais assustador. Aqui ele aparece tanto no cenário A quanto no B, e aqui ele tá com muito mais cara de puto, de quem quer te deixar um oco no rabo. Você escuta os passos pesados dele na delegacia, você tranca o furebs a 7 chaves sempre que ele está por perto e você reza para ele não te encontrar. No original, ele avança pra cima de você lentamente, já no remake ele vem andando em passos largos com cara de quem quer violar o seu cu, e você tem que tomar uma decisão rápida. Só que aqui você não é recompensado por confrontá-lo, então caso você decida gastar sua munição contra ele, a única coisa que você vai ganhar é um tempinho pra poder fugir dele, enquanto ele estiver caído no chão. Okay, eu confesso que isso fez um pouco de falta no remake, mas não é algo que estragou a experiência. 

Mesita rare vantam, spera lite dota!!

5: ARSENAL REGULADO: Eu disse lá em cima que a besta foi a única arma cortada do original, e de fato foi. Mas em compensação, temos novidades no arsenal do jogo, e a maioria das armas que já existiam foram retrabalhadas no remake, no sentido de ficarem mais balanceadas, ou seja, se já era bom, agora ficou ótimo, e se era ruim, agora ficou foda! 


GRANADA DE MÃO: Uma ideia que havia sido descartada do jogo por fazer parte de Resident Evil 1.5, e agora foi incrementada no remake do 2. Leon e Claire podem usar granadas explosivas, e elas são muito úteis para limpar uma área. 
GRANADA DE ATORDOAMENTO: Segundo o Davy Jones, essa granada é novidade na franquia (huehuehe). Ela serve para cegar os inimigos, e é muito útil quando você quer economizar munição e passar por uma cacetada de gente. 





As duas granadas citadas acima, assim como as facas, podem serem usadas como itens de defesa. Isto significa que quando você for agarrado por um inimigo, o jogo te dá a opção de se desvencilhar dele, ao custo de um item de defesa. Por exemplo, se um zumbi quiser te dar um beijo na boca, você pode meter uma granada explosiva na boca dele e empurrá-lo para longe. Atire na granada e BOOM! A mesma coisa para a granada de atordoamento e para as facas. Esta é uma ideia que foi acrescentada no Remake de Resident Evil 1, lançado em 2002 pra GameCube, e voltou neste jogo de 2019. 





SLS 60: A arma inicial da Claire que pode virar uma Magnum depois. Na imagem ao lado ela já está com upgrade, e mesmo se tornando uma Magnum, ela ainda pode utilizar munição de pistola, no caso é de calibre .38. 




M1911: Essa arma é exclusiva do Leon, e só pode ser obtida na 2º jornada. Ela é uma pistola de calibre .45, ou seja, é quase tão forte quanto uma Magnum, e a munição dela é bem abundante no jogo. Claire também tem uma arma de calibre .45 na 2º jornada, que é a COLT S.S.A, que aqui é chamada de Às do gatilho.




LE5: Na verdade essa arma é uma MP5, mas provavelmente pra evitar pagar por Copyright a Capcom adotou outro nome. Essa é uma das armas bônus do jogo, ou seja, é uma daquelas armas que você obtém após zerar o jogo numa dificuldade mais alta e cumprindo certos requisitos. Ela pode ser jogada no modo 4º sobrevivente também.



MINIGUN: Sim, eu sei que essa arma já existe no original, só que lá ela é 100% uma arma bônus, já aqui no Remake é uma arma que pegamos com a Claire, para enfrentar o último boss da campanha dela. Mas assim como no jogo original, também dá pra pegarmos uma versão dela com munição infinita. Essa arma é tão foda que até deixei a imagem maior. 


Lembrem-se que todas as armas bônus do jogo podem ser jogadas tanto por Leon quanto por Claire. São 5 armas: Uma faca com durabilidade infinita (Acabei não falando, mas as facas se desgastam no remake, já que elas são bem mais úteis agora), uma Samurai Edge infinita, a LE5, a Minigun e claro, a Rocket Launcher. Todas com munição infinita. 

 Além destas armas, algumas que já existiam no jogo ficaram MUITO melhor no Remake, e é claro que eu estou falando delas: 


LANÇA-CHAMAS QUÍMICO (Leon): Se no original o Lança-chamas era tão bosta que só servia pra uma coisa em específica (no caso contra as Ivys), aqui no remake ele tá infinitamente mais útil. Ele tem um bom alcance, dá dano contínuo, é recarregável, ou seja, tem munição pra ele no jogo e tem uma peça de upgrade que é um regulador, pra fazer o combustível durar mais. Além de ser uma DELÍCIA de se usar. 




FUZIL DE ELETROCHOQUE (Claire): Sim, é a Sparkshot da Claire. No original eu não curto muito essa arma, ela tinha um puta coice e tinha que dar uns 3 tiros pra matar um zumbi. Já no Remake você literalmente FRITA qualquer coisa viva e ver aquela explosão de eletricidade no inimigo é simplesmente uma DELÍCIA que não tem igual. Além dela também ser recarregável e ter uma peça de upgrade, que é um supercapacitor (ele faz os inimigos fritarem mais rápido e reduz o intervalo de tempo entre um disparo e outro). 


E fora outras armas que receberam peças de upgrades também, com o lança-granadas da Claire, que agora dá pra acoplar uma coronha de ombro nele, por exemplo. Falando na Claire, o Lança-granadas dela no remake possui apenas projéteis de fogo e de ácido. Eu acredito que o explosivo foi tirado devido a adição das granadas de mão. 

6: PÓLVORA: Uma mecânica que não existia no original e agora tem no Remake. É possível misturar diferentes tipos de pólvora (que existem 3 no jogo) para criar munições específicas de armas diferentes. Isso permite uma variedade maior de gameplay, já que você pode criar a munição que preferir. Por exemplo, se você quer fazer uma run em algum trecho do jogo mais avançado, dá pra você fazer só de Magnum ao misturar as pólvoras. Brabo demais! 

7: DANO REAL: Em 1998, a gente tinha muitas limitações técnicas, não só para games mas pra tudo. E naquela época, a física nos games ainda não era algo muito bem trabalhado, então com isso, sempre que você enfrenta um inimigo ou um chefe, você podia muito bem simplesmente atirar nele que o dano já era executado. Havia sim uma certa violência, como decapitação, cabeça explodindo e etc. Mas o fato é: Você não tinha que se preocupar em mirar em algum ponto específico no inimigo, bastava largar a bala nele. 
 Já no Remake a parada é em diferente. O ano é 2019, temos a RE Engine, e com isso podemos atirar em qualquer parte do inimigo que ele vai sofrer dano ali naquela parte. Por exemplo, se você atirar no braço com uma arma potente, o mesmo vai cair, se atirar nas pernas você estoura o joelho dele. Se atirar na barriga a caixa toráxica do zumbi é exposta. E com isso tudo em mente, em certos inimigos, como no Birkin digimon, você precisa atirar nos pontos fracos dele para matá-lo.



8: MODOS EXTRAS DE VOLTA, E EM NOVA FORMA: Lembram dos modos extras do original? Extreme Battle, the 4th survivor e To-Fu? Pois quase todos estão de volta e temos alguns novos também! Eu disse quase todos porque o Extreme Battle foi de base :( 
Mas em compensação, o modo 4º sobrevivente e Tofu estão muito melhores, principalmente pro Tofu, porque no original tínhamos apenas um Tofu jogável, que só tinha algumas facas e ervas. Já no Remake, temos CINCO tofus, cada um deles tendo seus próprios equipamentos. O meu favorito é o Konjac, que tem um lança-chamas e uma GM 79 com granadas incendiárias, ambas as armas já com upgrades. ADORO!!!

Sim, tirei print do MarxMRM

Não apenas o modo Tofu que recebeu melhorias, mas temos também o Ghost Survivors, que são personagens bem secundários da trama nos quais jogamos com eles em seus respectivos cenários. Por exemplo: O Robert Kendo da loja de armas, e a filha do prefeito que saiu do orfanato e tem que reencontrar com o Ben, aquele jornalista que é o namorado dela. Cada um com os seus desafios, equipamentos e cenários. 


E finalizando esse modo, liberamos mais um, no qual jogamos com um policial que enfrenta hordas de zumbis e inimigos com diversas armas do jogo. É como se fosse o modo horda de Gears of war, só que no universo de Resident Evil. 


9: REFERÊNCIAS DO 1.5 E HOMENAGEM AO CLÁSSICO DE 1998:  A essa altura do campeonato, todo mundo já sabe como foi Resident evil 1.5, e que pouco material foi reaproveitado para o jogo que mais tarde se tornaria o 2 que conhecemos hoje. Porém, no remake de 2019 a Capcom decidiu recuperar um pouco mais de recursos do 1.5, e um deles foi o traje da Elsa Walker, para ser usada como Skin para Claire. Diga-se de passagem, a Claire ficou ótima com essa skin (Pelo menos eu acho). 


E sabe qual outro elemento de 1.5 que foi recuperado para o Remake? As granadas, bem como já foi citado acima, na parte do arsenal. Mas não só de referências do 1.5 o Remake vive, mas ele traz de volta algumas coisas que são puramente do original, digo, no sentido mais literal possível. Não entendeu? As imagens abaixo irão ajudá-lo a entender. 










Cara....isso é SIMPLESMENTE GENIAL!!!! É por isso que eu amo a Capcom cara, ela traz o novo e o velho simultâneamente. Leon e Claire de 1998 parecem que são bonecos do Minecraft no jogo de 2019 huehueheu. Mas não apenas isso, como também é possível jogar o Remake com a trilha sonora do original, não só as músicas mas alguns efeitos de som também são trocados pelo original, como o som de mexer no inventário por exemplo (icônico da franquia!) 

10: O AMOR ESTÁ NO AR!!!! Pera, como assim? Bom, no original de 1998, Leon se apaixona pela Ada, e a mesma diz que também está apaixonada por ele (embora eu ache que isso seja apenas manipulação dela). No remake é a mesma coisa, Leon vira gado da Ada, toma tiro por ela e o beijo foi mantido também. Maaaaaasss além de Ada, sabe quem também flerta com o Leon, só que de verdade, sem joguinho, sem mentirinha nem nada? Ela mesma, A CLARINHA CAMPO VERMELHO. 




Essa cena no portão deixa um climinha no ar entre os dois. Mano, sério, esses dois pra mim PRECISAM namorar. Eles são perfeitos um pro outro. EU SOU TEAM CLEON SIM!!!!! E tem outro momento no jogo, bem no finalzão, que rola um outro flerte lindo que deixa um climinha no ar AIII QUE TUDO!!! >< 








Se quiser ver mais coisas românticas desse casalsão, Veja esse vídeo mais cute cute >< S2


O VEREDITO 

Resident Evil 2 é um clássico, quem jogou na época sabe o quão maravilhoso esse jogo é, e até mesmo quem jogou ele só depois, ou até mesmo agora, consegue apreciá-lo por tudo o que ele apresenta. Se o primeiro Resident evil, de 1996, foi um rascunho, Resident Evil 2 é a obra prima, e temos ainda o Resident Evil 3, no qual eu posso falar em outro momento.  
Junto com o 4, RE2 é o meu jogo favorito da franquia, o game que revolucionou o survival horror, com um fator replay absurdo, ambientação e trilha sonora marcantes e introduziu personagens que hoje são famosos e ícones da franquia. Não é atoa que a Claire é a minha personagem feminina favorita dos jogos, e Leon é o meu 2º personagem masculino favorito (Perdendo apenas para o Dante, de Devil May Cry). E o Remake, por mais que ele tenha errado gravemente na questão das campanhas dos personagens, ainda assim ele acerta muito mais do que erra, e consegue honrar o original de 1998. 

Resident Evil 2, tanto o original quanto o Remake, são dois jogos espetaculares, um complementa com o outro, e faz com que seja um dos melhores jogos que já joguei na minha vida! Eu não consigo dar uma nota para jogos do Psone pra trás, mas o Remake eu dou facilmente um 9.5/10. 

E só uma observação aqui antes de encerrar: Lembra quando eu falei lá em cima da versão da Game.Com de RE2? Então, é assim que o jogo foi lançado. 







Gente, eu sei, eu sei, é porque esse console era bem fraquinho mesmo, isso era o que ele podia suportar. Como eu havia dito lá em cima, uma versão para Claire estava em desenvolvimento, mas nunca foi lançada e acabou sendo cancelado. O console era tão fraquinho que ele durou menos de 3 anos no mercado, sendo descontinuado em 2000. 




Então é isso gente, mais uma análise finalizada com sucesso! Vou ficando por aqui e até a próxima. FUI!!




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